Muitíssimo conhecido na Rússia, Nicolai Thernichevski é pouco ou nada conhecido no Brasil, o que me faz iniciar este post por uma rápida biografia dele, extraída do livro "Literatura e Revolução", de Liev Trotski:
" (1828/89). Jornalista, revolucionário, crítico e romancista radical. Sua oposição jornalística ao regime czarista tornou-o famoso. Influenciado filosoficamente por Hegel e Feuerbach, desenvolveu suas ideias radicalistas independentemente de Marx. Seu ensaio de 1855, "As relações estéticas da arte com a realidade", afirmava que os verdadeiros árbitros da beleza eram os indivíduos comuns. Crítico em relação às limitações existentes na emancipação dos servos por Alexandre II em 1861, seu periódico "Sovremennik" (O Contemporâneo) foi fechado várias vezes. O romance "O que deve ser feito" (1) (1862) se propõe a ser um rival radical de "Pais e filhos", de Turguêniev. Foi mandado para o campo de trabalhos forçados em 1864. A isso se seguiram 12 anos de exílio no vilarejo ártico de Irkutsk. Foi uma grande inspiração para muitos socialistas do século XX".
