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sábado, 5 de setembro de 2015

UMA CARTA DE GORKI A TCHEKHOV


acima: Gorki e Tchekhov em 1900, nos jardins
da dacha de Tchekhov, em Yalta

 
A carta aqui transcrita foi extraída do livro "Carta e Literatura - Correspondência entre Tchékhov e Górki". Lançado pela Edusp, vale a pena ser lido do começo ao fim.
Estes dois titãs da literatura russa se conheceram pouco antes de morte de Tchékhov, aos 40 anos. Entre eles nasceu uma amizade e uma relação 'mestre/discípulo': Gorki, apesar de mais velho, estava no início de sua carreira. Passaram a se corresponder com freqüência , passando a existir entre ambos verdadeira troca intelectual. E é um pouco desta troca que deixo para vocês hoje. Trata-se de uma carta de Gorki a Tchekhov, na qual ele expõe suas impressões sobre Lev Tolstoi, após te-lo ido conhecer nos arredores de Moscou. Apaixonada que sou pelo velho conde, amei esta carta, em especial e da definição que o escritor do "realismo soviético" dá a gênio: Lev Tolstoi!


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

DESCENDENTES DE MAKSIM GORKI

Os mais próximos descendentes do escritor Maksim Gorki estiveram presentes no evento que foi realizado na cidade de Nizhniy Novgorod, terra natal do escritor, para as comemorações de 140 anos de seu nascimento, em 24/03/2010, conforme indormações do setor de Relações Púlicas do governo local.
"Às comemorações de 140 anos de Maksim Gorki, em Nizhniy Novgorod, estiveram presentes suas netas Marfa e Dariya Peshkov, a bisneta Ekaterina Peshkova e seu filho Maksim, convidados de honra do 33º Seminário Internacional sobre "Maksim Gorki: uma visão do século XXI - Leituras de Gorki" .
À estas leituras participam especialistas em literatura vindos de todos os cantos do mundo, principalmente os estudiosos da obra de Gorki. Elas tiveram início em 1943, dando à cidade o apelido de "Cidade Literária". Esta cidade que homenageou seu filho famoso ainda em vida: em 1932 ela foi rebatizada de Gorki, retornando o nome histórico em 1990.

Os descendentes do escritor participaram de todas as celebrações de todas as festividades, bem como fizeram uma visita à casa onde o famoso antepassado viveu sua infância.

Gorki, a esposa Ekaterina Peshkova e as netinhas, Darya e Marfa

Marfa é a neta mais velha, nascida em 1925 e ainda viva. Deu a Gorki os seguintes descendentes: Nadezhda, Serguei e Nina (todos nascidos entre 1947 e 1953, de seu casamento com o filho do famoso Beria, chefe da NKVD da Geórgia. Marfa, nome que pode ser , em português, traduzido para Marta,chegou a conhecer e conviver com Stalin, mas diz em suas entrevistas que as lembranças de tal convivência não são nada agradáveis. Ela é a segunda, da esquerda para a direita, na foto a seguir (calça alaranjada).















Fonte: rambler.ru photos



Marfa(com flores) ao lado de Ekaterina,
a tataraneta de Gorki(à sua esquerda)


Veja, no vídeo acima, a neta Marfa em entrevista
Fonte: vídeos yandex.ru

A neta caçula, é Dariya, nascida em 1927, também ainda viva. Dariya é atriz de teatro, casada com um ator de nome Alexandr Grave (ver foto abaixo).Deu a Gorki os seguintes bisnetos:Maksim e Ekaterina, como a bisavó. De Ekaterina postei foto abaxo(ao lado de Marka) e um vídeo. De Maksim nada achei, a não ser a citação de sua existência.
















Gorki com as netinhas


Dariya e Marfa descendem do único filho de Gorki, chamado Maksim Alexeievitch Peshkov.
Gorki teve uma filha, Ekaterina como a mãe. Não consegui achar a descendência desta filha dele. Ao que tudo indica, não deixou filhos.


Ver o Museu da Literatura M.Gorki, em N.Novogorod


No vídeo a seguir, pode-se ver Marfa e a bisneta de Gorki, Ekaterina:
Fonte: vídeos yandex.ru

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A HORA E A VEZ DE MAKSIM GORKI (veja e ouç o autor em vídeo)

Auto Retrato

Maksim Gorki ficou meio que estigmatizado como "o autor do regime", pelo simples fato de ter sido ativista político, com prisões ainda no período tzarista e, sobretudo, ter sido um grande amigo de Lenin. Com isto, o Regime foi "complacente" com ele (o que não impediu, entretanto, que Trotsky, já no exílio, tenha levantado a polêmica, afirmando que Gorki teria sido morto, envenenado, por Stalin).


Acrescenta-se a isto o fato de ele ser, para os russos, uma espécie de José de Alencar para os brasileiros da minha geração: sua leitura foi obrigatória por muito tempo nas escolas, assim como o citado escritor brasileiro o era nos meus idos tempos de colégio. Um dia, numa livraria da Rua Arbat, em Moscou, eu procurava seus livros e a vendedora me perguntou espantada porque eu leria justamente Gorki...Comprei assim mesmo. Já li toda sua obra e amei. Seu estilo é, naturalmente, mais popular do que o de outros clássicos russos, mas nem porisso pior. Ele é, dentro de seu estilo ativista, proletário, de denúncias sociais, grandioso. Vale a pena conhecer sua obra e sua vida: ele, definitivamente, não foi o "garoto propaganda"
do regime! Foi um grande escritor, tão grande como só a Rússia soube dar ao mundo!

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