Mostrando postagens com marcador FORMALISMO RUSSO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador FORMALISMO RUSSO. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Literatura soviética com Veniamin Kaverin: Os Dois Capitães



O mercado editorial brasileiro tem lançado boas obras da literatura russa, mas existe, ainda, uma enorme lacuna, principalmente no que concerne à literatura soviética, que legou grandes obras, obras geniais e que são completamente desconhecidas  - ou quase - por aqui. Podemos citar "O Don Silencioso", fantástico romance de Mikhail Cholokhov. Desconheço edição desta obra em português do Brasil, só sendo encontradф (e quando o é) em edição portuguesa, mesmo assim, maior parte das vezes, em sebos. Tem, ainda, a obra de Ilf e Petrov, com seu clássico "As doze Cadeiras", seguido de "O bezerro de ouro", isto para não citar outros, como Zamiatin (Nós), "Casamento Por Interesse", de Mikhail Zoschenko, além de um dos maiores clássicos desta literatura: "Os Dois Capitães, de Veniamin Kaverin. Estes dois últimos só são encontrados em espanhol e, o de Kaverin, apenas nos sebos. Realmente, não dá mesmo para compreender, tendo em vista a qualidade das obras citadas.


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

LIVRO DE HOJE: O TENENTE QUETANGE (DE I.N.TYNIÁNOV) (com download de filme)

Livro editado pela Cosac & Naify, com tradução direta do russo pela prof. Aurora Bernardini e com um "quase prefácio" do maravilhoso prof. Boris Schnaiderman e 94 páginas de puro prazer da leitura.

O autor é Yuri Tyniánov, nascido em 1894. Autor de importantes ensaios teóricos e históricos, bem como de romances históricos ambientados nos tempos de Puchkin.
Saliento que a obra O Tenente Quentange foi, também, filmada em 1934, sob o título "O tenente Kije). Não possuo o filme e, para ser bem sincera, não o conheço, entretanto, já li vários elogios a ele. Procurei bastante, sem sucesso. O único link que encontrei para quem se interessar em assisti-lo está a seguir:

O Tenente Quetange era um personagemade uma anedota histórica, dos tempos do Tzar Pavel I . No livro, Tyniánov se apropria desta piada para dar o "ponta-pé" inicial na sua história: Quetange, aqui, é um oficial inexistente, que surge nos documentos oficiais como resultado do erro de um escrivão, erro este que vai mudar todo o curso da história. A partir deste tema, a novela surge como uma sátira à autocracia e burocracia reinantes naquela época, trazendo à tona
"o grande paradoxo da história russa: um país subdesenvolvido, que havia se tornado uma grande potência militar, no jogo de poder na europa e no mundo".
No prefácio, o prof. Boris nos dá uma explicação detalhada da obra, ligando-a à posição literária do autor, um crítico do formalismo russo. Vou me abster de reproduzir isto aqui, deixando ao leitor a chance de ler o livro completo, incluindo seu precioso prefácio, me atendo, apenas, à sinopse da obra.

GOSTOU DO BLOG? LINK ME

www.russiashow.blogspot.coms