domingo, 13 de setembro de 2015

OS DESCENDENTES DE DOSTOIEVSKI

O genial escritor russo, Fiodor Dostoievski, permanece vivo tanto na sua obra -imortal- quanto na figura de seus descendentes, habitantes da cidade de São Petersburgo. Estes descendentes, dão continuidade a um sobrenome que dá ao seu portador, além de um orgulho único - uma incrível responsabilidade.

Dostoievski teve quatro filhos, sendo que dois deles - Sonya e Alyocha, morreram ainda na infância. A filha Lyuba, não teve filhos; logo, seus herdeiros descendem de seu filho Fyodor, que teve dois filhos: um deles - também Fyodor, assim como o avô e o pai e que morreu ainda muito jovem. Do outro, Lopatin, descendem os herdeiros vivos do grande autor.

Os Dostoievski do século XXI são 5 pessoas:
- seu único bisneto Dimitry Andreevitch Dostoievski, seu filho Aleksei e 3 netas - Anna, Vera e Marya. Notem que os nomes Dimitri e Aleksei foram dados em homenagem a dois dos irmãos Karamazov.


DmitriAndreevitch Dostoievski


Aleksey, que presta serviços voluntários 
ao Monastério de Valaam, cuidando de cavalos
 


Este reduzido número de descendentes diretos masculinos preocupava os amantes e estudiosos da vida e da obra do autor, que temiam que o sobrenome viesse a se extinguir, mas o perigo passou com o nascimento de mais um menino da linhagem dos Dostoievski. 



Destinado a se chamar Ivan - para formar o "time" dos Karamazov, seu pai decidiu mudar de ideia e deu ao garoto o nome do antepassado famoso: Fiodor. Agora, podemos falar sem medo de errar:FIODOR DOSTOIEVSKI VIVE e está no colo do papai Aleksei, na foto de abertura do post.


Dimitri conta um "segredo" de família: o seu bisavô protegeu a linhagem: durante a guerra, o pai de Dmitri, Andrei (neto do escritor), que sempre carregava um busto do avô feito em bronze dentro da mochila, foi baleado, mas a bala atingiu a imagem de Dostoievski e Andrei foi salvo, ficando apenas com pequena escoriação.

 Outra história é que, quando pequeno, Dimitri precisava de um remédio inexistente na Rússia. Inesperadamente, chegou a Petersburgo um japonês, tradutor de Dostoievski, e ajudou seu bisneto a conseguir o remédio.

Apesar de não ter nenhum membro da família que seja também escritor, eles se dedicam inteiramente à preservação da memória do grande antepassado e quem tiver a chance de visitar o Museu Memorial Dostoievski, em São Petersburgo, poderá conhecer, talvez, Dimitri, que está quase sempre por lá. Eu não dei tal sorte, pois das vezes que lá estive meu horário de visitação ao museu não coincidiu com o de Dmitri, lamentavelmente. Mas não faltará oportunidade de eu ter minha foto ao lado de um Dostoievski.

Fontes: tradução feita por Milu Duarte a partir do
jornal russo "Nedelya"(A Semana) e http://www.metronews.ru.

5 comentários:

Gabriel disse...

Nossa que legal!
Quria um dia visitar o museu!

Marcelo Vinicius disse...

Gostei do seu blog, vou seguí-lo. Parabéns.

Abraço

Adriana Balreira disse...

Amei saber um cadim mais do Grande Fyodor e sua família
Beijos
Adriana

Sofia disse...

Que bacana! Cada dia que passa aprendo mais sobre a Russia, e quanto mais aprendo, mais me dá vontade de conhecer São Petersburgo. Preciso ir nesse museu :) Um abraço.

milton c n disse...

Ótimo! Só tenho a agradecer a VC por esse blog, parabéns! Sou fan desse escritor! Já li 'O idiota' agora estou me preparando pra ler 'Crime e castigo'. Abraços.

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