quinta-feira, 6 de outubro de 2011

HISTÓRIA RUSSA: 1ª PARTE DA SÉRIE CONSTRUINDO UM IMPÉRIO (HISTORY CHANNEL)


A Rússia possui uma das histórias mais fascinantes que já vi. Repleta de realizações, às vezes acompanhada por sofrimentos, outras por vitórias incríveis, mas que sempre mostra a grandiosidade de um povo, mesmo que -como é comum acontecer no ocidente, os que a contem tentem tirar a este povo o seu mérito.
Hoje inicio a série de postagem da história do Império Russo, trazida do History Channel, via Youtube, intitulada "Construindo o Império". Acredito que estes vídeos (o de hoje é o número 1) vão complementar os posts sobre a história russa e sobre os governantes russos, deste nosso blog.
Assistam e bom proveito.
Fone: Youtube, History Channel

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

GRUPO ANJOS DA ESPERANÇA


A paresentação se inicia pelo hino da Rússia, seguida por Marina Devyatova cantando Kalinka, depois vem Diana Kurtskaya, Dima Bilan - um dos maiores sucessos da música pop russa,na seqüencia Kristina Orbakaite, Pavel Sokolov,Bayan-mix,a dupla "tchai vdvoiom"(literalmente-'Chá a Dois'),novamente a Marina Devyatova, o grupo Fairytale, o grupo Primeiro Ministro,todos acompanhados pelo grupo de gestos Anjos da Esperança, finalizando com um solo dos Anjos da Esperança, todos levando a cultura russa para deficientes auditivos, no auditório da Prefeitura de Moscou.

FILME PARA BAIXAR: O MISTÉRIO DO TERCEIRO PLANETA/TAYNA TRETEY PLANETY(1981) (LEGENDADO)


O Mistério do Planeta Terceiro Planeta é um longa metragem soviético de 1981, da categoria desenho animado, LnçSO pelo estúdio Soyuzmultfilm, de Moscou (http://www.souzmult.ru/).

Trata-se de um fascinante desenho animado sobre uma incrível aventura cósmica de uma corajosa menina, Alice, seu distraído pai-cientista, o prof.Celesnyov e o impassível cosmonauta Zelyon, que, a bordo da nave "Pégaso",partem numa expedição em busca de novos tipos de animais para o Zoológico de Moscou.A conselho da arqueóloga Gromozeka, eles buscam para isto ajuda do dr. Berkhóvtsev,diretor do museu "Dois Capitães"(1).Mas o diretor tem condutas meio estranhas
Esta pequena tripulação visita muitos países, conhecem  muitos habitantes interessantes; e se metem em muitas aventuras: vale a pena você conferir.
O desenho foi baseado no livro de Kir Burlychev (foto abaixo)- As Aventuras de Alice (obra composta de 15 volumes)., jovem que vive na segunda metade do século XXII e é considerado uma obra prima do desenho animado soviético, no quesito ficção científica..
Veja um trecho do filme aqui:


Fixa técnica: http://www.imdb.com/title/tt0211653/
BAIXAR O FILME AQUI

http://miud.in/XRh


LEGENDAS EM INGLÊS E SÉRVIO AQUI
http://miud.in/XRf

Ou, ainda, baixe aqui neste link:
http://miud.in/XRn

FONTE: http://www.megazal.net/
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Notas da Milu
(1)Museu na região de Pscov, onde nasceu Kaverin, autor de obra intitulada "Dois Capitães" e que tem por máxima "lutar e, procurar, encontrar e nunca desistir".

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O PÁSSARO DE FOGO: MAIS UM CONTO DA TRADIÇÃO RUSSA

 Há tempos atrás postamos um conto intitulado "Vassilissa, a Bela", um dos mais conhecidos da tradição russa. No conto popular de hoje a personagem é a Vassilissa, só que em outra situação: sem Baba Yaga, sem madrasta, enfim, esta é uma das muitas histórias que usam esta personagem.Aproveite e a conte a seu filho. Com certeza ele irá gostar e você o estará acostumando a gostar de ler...

Em certo reino, situado nos confins da terra, vivia um czar forte e poderoso que tinha ao seu serviço um jovem archeiro, possuidor de um belo cavalo. Uma vez, o o jovem foi caçar no bosque com seu galhardo cavalo. Enquanto trotava pelo caminho ele encontrou uma pena de ouro do pássaro de fogo.
Era uma pena que brilhava feito uma chama! O cavalo avisou-o:
- Não apanhes a pena de ouro, senão terás problemas!
E o valente rapaz pensava: "Apanho-a ou não? Se a apanhasse e a oferecesse de presente ao czar, ele recompensar-me-ia generosamente". E o archeiro não deu ouvidos ao cavalo. Apanhou a pena do pássaro de fogo e ofereceu-a de presente ao czar.
- Obrigado - agradeceu o rei. -Mas, já que foste capaz de encontrar uma pena do pássaro de fogo, traz-me também o pássaro! Se não o encontrares, aqui está minha espada. A tua cabeça cairá.
O archeiro começou a chorar amargamente e foi ter com seu belo cavalo.
Porque choras, meu amo?
- O czar mandou-me trazer-lhe o pássaro de fogo.
- Eu bem te avisei que não apanhasses a pena, pois te meterias em apuros! Deixa estar, não tenhas medo, nem fiques triste.Isto não é ainda nenhuma desgraça; a desgraça virá depois! Vai ter com o czar e pede-lhe que mande espalhar, amamhã, pelos campos cem sacos de grão.
O czar cedeu ao pedido e assim se fez.
No dia seguinte, de madrugada, o jovem dirigiu-se para os campos.
Deixou o cavalo passear livremente e escondeu-se por detrás de uma árvore. De repente a folhagem mexeu-se e as águas agitaram-se. Era o pássaro de fogo que voava muito alto, no céu. Chegou, pousou no chão e pôs-se  a bicar os grãos. O galhardo cavalo aproximou-se dele, pousou um casco em cima de uma de suas asas. segurando-a com força contra a terra.
 Nesse momento, o valente archeiro saiu de trás da árvore, atou com uma corda o pássaro de fogo, montou o cavalo e galopou em direção ao palácio, levando-o ao czar. Ao vê-lo, o soberano mostrou-se satisfeito, agradeceu ao archeiro o bom serviço que lhe prestara, recompensou-o fazendo-o subir de categoria e deu-lhe de imediato uma nova tarefa:
- Se foste capaz de segurar o pássaro de fogo, agora procura também minha noiva. No último dos reinos, nos confins da terra, onde o sol nasce em fogo, encontra-se a princesa Vassilissa: é ela que eu quero. Se a encontrares, recompensar-te-ei com ouro e prata. Caso a contrário, eis a minha espada: a tua cabeça cairá.
O archeiro foi ter com seu belo cavalo.
-Porque choras, meu amo?
- O czar ordenou-me que encontrasse a princesa Vassilissa e lha trouxesse para o palácio.
- Não chores, nem te aflijas. Isto ainda não é nenhuma desgraça. A desgraça virá depois! Vai ter com o czar e pede-lhe uma tenda com uma cúpula de ouro, comida e bebida para a viagem.
O czar deu-lhe comida, bebida e a tenda com cúpula de ouro.
O valente archeiro montou o seu galhardo cavalo e iniciou a viagem ao último dos reinos. Depois de muito andar, chegou aos confins do mundo, onde o sol nasce, em fogo, do mar azul. Olhou com atenção e notou que no mar navegava a princesa Vassillissa numa barquinha de prata, remando com remos de ouro. O valente arqueiro pôs o cavalo a pastar no verde prado, onde havia erva fresca. Entretando, montou a tenda da cúpula de ouro, arrumou a comida e a bebida, sentou-se e começou a comer, enquanto esperava pela rapariga.
Vassilissa viu a cúpula de ouro e dirigiu-se para a margem; desceu da barquinha a fim de ver melhor a tenda. 
- Olá, princesa Vassilissa! Entrai e provai os vinhos de além mar - convidou o arqueiro.
 A princesa entrou na tenda. Começaram a beber, a comer e a divertir-se. Ela bebeu um copo de vinho de além-mar, embriagou-se e mergulhou num sono profundo. O valente archeiro  com um grito chamou o cavalo, que apareceu imediatamente. O jovem desarmou a tenda da cúpula de ouro, saltou para o cavalo, levando consigo a princesa Vasilissa, que dormia, e pôs-se a caminho, veloz como uma flecha saída de um arco.
Chegou à presença do czar que ficou muito contente ao ver Vassilissa e agradeceu ao archeiro o bom serviço prestado. Recompensou-o com uma grande quantia de dinheiro e conferiu-lhe uma categoria muito elevada. Entretando, a princesa Vassilissa acordou e apercebeu-se de que se encontrava muito longe do mar azul. Suas feições alteraram-se e ela desatou a chorar, com saudades. Por mais que o czar a consolasse, tudo foi em vão. O czar a pediu em casamento, mas ela respondeu:
- Manda ao mar azul aquele que me trouxe aqui. No meio do mar há uma grande pedra, debaixo da qual está escondido o meu vestido de noiva. Não me casarei enquanto não tiver aquele vestido.
O czar chamou logo o valente archeiro:
- Rápido, vai aos confins do mundo, onde nasce o sol em fogo. Aí, no mar azul, há uma grande pedra, debaixo da qual está escondido o vestido de noiva de Vassilissa. Encontra-o e traga-o aqui.Chegou o o período do casamento.Se o conseguires, recompensar-te-ei ainda melhor do que antes. Caso contrário, eis a minha espada. A tua cabeça cairá.
O archeiro, chorando lágrimas amargas, foi ter com o seu belo cavalo: "Desta vez, não escapo".
- Porque choras, meu amo? - perguntou o cavalo.
- O czar ordenou-me  que procurasse no fundo do mar o vestido de noiva da princesa Vassilissa.
- Pois é, eu bem te disse que não apanhasse a pena de ouro, porque só te iria trazer problemas! Não tenhas medo. Isto ainda não é uma desgraça. A desgraça só virá depois! Sobe para a minha garupa e vamos ao mar azul.
Depois de muito cavalgar, o valente archeiro chegou, então, aos confins do mundo e parou à beira do mar. O cavalo viu um enorme caranguejo que se arrastava pela areia e pôs-lhe o seu pesado casco em cima da carapaça.
O caranguejo implorou:
- Não me mates! Deixa-me viver! Farei tudo o que me ordenares!
O cavalo respondeu-lhe:
- No meio do mar azul encontra-se uma grande pedra, debaixo da qual está escondido o vestido de noiva da princesa Vassilissa. Vai busca-lo!

O caranguejo mergulhou e logo as águas fervilharam. Vindos de todos os lados chegavam em grande quantidade à praia pequenos e grandes caranguejos. O velho caranguejo deu-lhes uma ordem e imediatamente se lançaram à água. Uma hora depois traziam o vestido de noiva da princesa Vassilissa.
O valente archeiro regressou para o entregar ao czar, mas de novo Vassilissa se esquivou:
- Não casarei  contigo enquanto não ordenares ao jovem archeiro que tome um banho em água fervente.
O czar, então, ordenou que enchessem de água uma grande banheira de ferro e que a água fosse a mais quente possível. Quando a água estivesse fervendo, que lançassem o archeiro dentro dela.

Depois de tudo pronto, os guardas trouxeram o jovem à presença do czar.
"Que desgraça a minha! Porque não dei ouvidos ao cavalo?" - pensava o infeliz.
Naquele momento, lembrou-se do cavalo e disse ao soberano:
-"Czar soberano, permita-me que me despeça do cavalo antes de morrer!"
- Está bem, concedo-te este último desejo.
O arqueiro, então, se dirigiu chorando ao cavalo.
- Porque choras, meu amo?
- Ai de mim! O czar mandou-me tomar banho em água escaldante e eu, com certeza, morrerei.
- Não tenhas medo, não chores. Não morrerás - disse-lhe o cavalo, que rapidamente fez um feitiço ao archeiro, de modo que a água fervente não lhe estragasse o corpo branco.
O archeiro voltou, então, para junto do czar.Logo os guardas o amarraram e o lançaram dentro da banheira. O pobre foi ao fundo uma ou duas vezes e depois voltou para fora.
O espanto foi geral: o archeiro tinha ficado tão belo, que não haveria pena capaz de descreve-lo!
Quando o czar viu que o archeiro tinha ficado tão belo, desejou banhar-se também. Mergulhou na água e,num instante, morreu. Sepultaram-no e, em sua substituição, escolheram o valente cavaleiro. Este desposou a princesa Vassilissa e viveu com ela para sempre.
Fonte: Os mais belos contos de fadas russos

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

SINOPSE DO DIA: ASSIM FOI TEMPERADO O AÇO(NIKOLAI OSTROVSKI)

Ostrovski foi um romancista russo nascido em 1904 e falecido em 1936. Ficou conhecido por "A construção de um herói", lançado no ano de sua morte.Este foi considerado o primeiro volume(inacabado) de "Nascido da Tempestade"(1936). Teve seus trabalhos publicados no período stalinista e é considerado um dos maiores representantes da prosa do chamado "realismo socialista".


 "Assim foi temperado o aço" é um romance autobiográfico que começou a ser publicado, na Rússia, em abril de 32 na revista "Jovem Guarda".
Em novembro do mesmo ano saiu em forma de livro, em duas partes. Em pouco tempo o romance conseguiu grande popularidade, com uma tiragem de mais de 36,4 milhões de cópias.
Em linhas gerais pode-se resumi-lo dizendo que ele é a narrativa do de um jovem revolucionário -Pável (Pavliuk), persistente na defesa das conquistas do governo soviético durante a Guerra Civil. As dificuldades e tensões de sua vida  simbolizam a história da classe operária russa, servindo de propaganda da máxima de que "os comunistas possuem uma vontade inquebrantável".
O cenário da obra é a Rússia de 1917, as mobilizações, a greve geral e a vitória bolchevique.
Posterior à vitória, vem a Rússia do "comunismo de guerra" : uma verdadeira luta pela sobrevivência do novo regime, o que faz surgir a NEP. Em seguida, vêm os longos debates dos comunistas a respeito dos caminhos para a construção do socialismo.Dez anos depois, o país se transforma numa grande potência industrial, capaz de derrotar os nazistas na II Grande Guerra. Neste contexto social, o trabalho de educação política ganha novas dimensões, lançando-se mão de todos os recursos disponíveis para a formação dos 'novos homens'. soviéticos. Artes gráficas, TV, rádio, cinema, escola, literatura, tudo a serviço desta missão de incutir os novos valores da nova ordem: surge o realismo socialista, do qual já falamos em mais de um post neste blog.Este livro é uma das manifestações mais conhecidas desse processo, tanto dentro da URSS, como no exterior.

Assim como seu personagem principal, Ostrovski também lutou pela causa: escreveu seu livro - uma obra colocada a serviço da causa soviética -apesar de uma séria doença que lhe impedia os movimentos e causava cegueira. 
Em seu país foi cercado de grande devoção e popularidade.
 Trotski que em seu livro "Literatura e Revolução" faz uma crítica feroz contra muitos escritores russos, não perdoando, as vezes, nem os soviéticos (chegou a chamar Gorki de "cantor de salmos") faz uma defesa apaixonada de Ostrovski, em resposta a um certo crítico literário da época que disse que o  tema de rapto, através da comédia grega, chegou a Ostrovski. Trotski rebate:
"Sim, os temas emigram de povo para povo, de classe para classe, de autor para autor. Isso significa, simplesmente, que a imaginação humana é parcimoniosa. Uma nova classe não recomeça a criar toda a cultura desde o início, mas se apossa do passado, escolhe-o, retoca-o, o recompõe  e continua a construir daí. Sem o uso do guarda - roupa de segunda mão do passado não haveria progresso no processo histórico. Se o tema do drama de Ostrovski veio do Egito através da Grécia, também o papel no qual ele escreve veio do papiro egípcio, passando pelo pergaminho grego".
E por aí vai, passando à criticar os próprios métodos  do referido crítico. Não significa, no entanto, que só porque Trotski gostava do autor(ou do livro) que você vá gostar. Para saber, leia o livro, publicado pela Ed.Expressão Popular. Com 473 páginas. Seu preço é módico: apenas R$ 18,00.
Espero que gostem do aço, temperado com a luta contra a espoliação! Ou pelo menos este era o ideal dos que lutaram...

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