quinta-feira, 25 de agosto de 2011

ÁLBUM PARA BAIXAR: ESCOLA RUSSA DE FORTEPIANO(CD 2)

Исполнитель: Нейгауз, Юдина, Гинзбург, Оборин - фортепиано
Альбом: Русская фортепианная школа
Ano: 2006

Execução: Mariya Iudina
Composição: Igor Stravinski. Serenade in A

FAIXAS
01 I. Гимн (Hino)
02 II. Романс (Romanza)
03 III. Рондолетто (Rondoletto)
04 IV. Финал. Каденция - Cadência

Composição: Bela Bartok. "Микрокосмос", из 5 и 6 тетрадей
05 №128 Танец с притопами. Moderato
06 №132 Большие секунды вместе и раздельно. Adagio
08 №142 Сказка о маленькой мухе. Allegro
09 №144 Малые секунды и большие септимы. Molto Adagio, Mesto
10 №145 Хроматическая инвенция. Allegro
11 №146 Остинато. Vivacissimo
12 №149 №2 из "Шести танцев в болгарских ритмах"

Пауль Хиндемит. Соната №3 B-dur
13 I. Ruhig bewegt
14 II. Sehr lebhaft
15 III. Mabig schnell
16 IV. Fuga. Lebhaft

17 Альбан Берг. Sonata in B Minor, ор.1

Эрнст Кренек. Соната №2, ор.59
18 I. Allegretto. Moderato Comodo
19 II. Alla marcia. Energico
20 III. Finale
BAIXAR AQUI
(Copie e cole na barra de seu navegador)

http://miud.in/Uoa
fonte: http://www.musicstorm.org/

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

ÁLBUM PARA BAIXAR: TRILHA SONORA DE"O BARBEIRO DA SIBÉRIA"- EDUARD NIKOLAEVITCH ARTEMIEV (1998)


EduardNikolaevitch Artemiev é um russo, compositor de trilhas sonoras de filmes e de música eletrônica. Nascido em novembro de 1937, ficou muito conhecido fora da Rússia por trilhas de filmes como Solaris, Siberiade, Stalker, etc.


O álbum que postamos hoje trata-se da trilha sonora do filme "O barbeiro da sibéria", de Nikita Mikhalkov (1998). A música é excelente, instrumental, com orquestra sinfônica. Nada de música eletrônica, com estilização da música sinfônica do século passado.
Um áblum que vale o clique no "baixar aqui"...
Faixas:
1. Friendship
2. Terrorists in Moscow
3. Captain Mokin
4. Acquaintance
5. Promenade on the Troika
6. Jane and Andrei
7. Surprise at the Ball
8. After the Ball
9. Cadets and Maidens
10. Blood on the Wall
11. Zapoi
12. Chasing Napoleon
13. Unexpected Visit
14. Welcome to Russia
15. Ceremony in the Kremlin
16. Tolstoi Overhears
17. What Did Tou Do_
18. The Prisoner's March
19. Jane's Letter
20. Crossing Through Siberia
21. The McCracken Machine
22. The Deserted House
23. The Love

Baixar Aqui


FONTES:
 
http://albums2u.com/


www.youtube.com

HISTÓRIA RUSSA NA POESIA DE ANNA AKHMATOVA


Quando Anna Akhmatova ainda não podia publicar seu Réquiem anti-stalinista, devido à severa censura soviética, ela conseguiu fazer passar para divulgação um ciclo de poesias dedicadas à sua cidade natal,São Pertesburgo, a então Leningrado, encharcada de sangue, cidade que ela foi uma das que mais amou. Foi um momento histórico para todo o país, que tomou conhecimento de seus versos trágicos, um verdadeiro "ofício dos mortos", consagrados às vítimas do Grande Terror e aos mátires dos Novecentos Dias. Aí vai um dos versos deste importante ciclo:
" Eh, amigos do último destacamento!
Pouparam-me a vida para vos prantear.
Não para ficar como um salgueiro chorão,
Mudo, dando sombra a sua memória,
Mas para gritar seus nomes
E levá-los ao conhecimento do mundo!
Vocês estarão sempre ao nosso lado!
Todos de joelhos! - jorra a luz carmesim,
E os de Leningrado passaram, novamente,
Através da melancólica escuridão,
Os que têm nome e os anônimos,
Os vivos e os mortos: a glória não tem mortos.

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Notas da Milu
Apenas para informação do leitor menos afeito à história russa, vamos à algumas informações necessárias. Os que já conhecerem tais fatos, por favor, desconsiderem os parágrafos a seguir...
Começando pelo "Grande Terror": também conhecido por "grande expurgo"ou, traduzindo-se literalmente do russo -"grande limpeza", que foi uma ação penal movida por Stalin contra todos os seus opositores, fossem opositores reais ou meramente frutos de sua imaginação. Com isto, foram dizimados quadros do partido comunista ao qual ele pertencia, oficiais do Exército Vermelho, além de um sem número de intelectuais e gente do povo, todos "julgados" "inimigos do povo". Foi nesta leva de "limpeza" que foram eliminados Zinoviev, Kamenev, Bukharin, muitos heróis da Batalha do Volga, só para citar alguns pouquíssimos nomes públicos. Há de ser lembrado que foi neste período, também, que a esposa de Lenin, Nadezhda Krupskaya, foi colocada em cativeiro desconhecido.
A este respeito já postamos, aqui, o livro "Os Comissários Desaparecidos", que sugiro que seja baixado aos que ainda não o conhecem.

Anna Akhmatova sofreu de perto durante este período, tendo um destino trágico. Apesar de ela própria nunca ter estado presa ou ter sido exilada, a repressão atingiu duramente três pessoas muito importantes em sua vida: seu ex-marido e pai de seu filho, o poeta Nikolai Stepanovitch Sumilyov, fuzilado em 1921. O escritor e estudioso de arte Nikolai Nikolaevitch Punin, com quem teve uma união de 15 anos e uma filha, Irina, também foi atingido: ele foi preso por três vezes e morreu num acampamento de prisioneiros em 1953. Finalmente, o filho de Anna do primeiro casamento, Lev Nikolaevitch Sumilyov, historiador soviético, esteve preso por mais de 10 anos, entre as décadas de 30 e 50.

Agora, um pouco sobre "Os Novecentos Dias":número de dias em que os cidadãos de Leningrado ficaram submetidos a um terrível cerco efetuado pelas tropas nazistas de Hitler, quando morreu mais de um milhão de civis e militares, de frio, escarlatina, tifo e outras doenças.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A REVOLTA DE KRONSHTADT NOS CAMINHOS DA HISTÓRIA

Lá pelos idos de 1921 a nascente economia soviética apresentava fracassos, cujas causas não podiam ser atribuidas unicamente a erros dos bolcheviques. Deve ser lembrado que o país viveu uma guerra civil, agravada pelo bloqueio decretado pelos países estrangeiros (aqueles de sempre...), além de possuir uma economia já caótica de antes de outubro de 17. Terminada a Guerra, o regime já consolidado, o balanço era de fome e miséria, as requisições não eram suficientes, as liberdades haviam sido drasticamente limitadas, mas o povo continuava fiel à sua revolução. Os descontentamentos, as revoltas e insurreições eram contra o Governo e não contra o Regime. Os bolcheviques eram acusados de prepotência e desvios, mas não se cogitava de outro sistema que não o socialista.

No campo, os agricultores não cessavam de se rebelar contra as requisições: apenas em 1921 contaram-se 10 grandes sublevações camponesas na Sibéria, em Saratov e, sobretudo, em Tambov, onde 200 homens encarregados do armazenamento das requisições foram massacrados.

Mas pior do que a miséria, no entanto, eram os sintomas do aparecimento de uma nova elite: a elite dos burocratas e dirigentes, que se apresentavam bem nutridos e bem vestidos:
"confrontando-nos com eles, provamos um verdadeiro e próprio ódio de classe", disse um operário ao "Pravda".
Além disto, havia as restrições à democracia que fez Zinoviev declarar:
"Se é verdade que nós abolimos os mais elementares direitos democráticos de operários e camponeses, é chegado o momento de por fim a tal estado de coisas. Uma nova era deve ter início".
Tal declaração foi endossada por Trotsky, que já há muito havia se declarado um anti-burocrata, por prever que o processo de substituir o poder de classe pelo poder de partido acabaria levando à ditadura do Comitê Central, podendo descambar isto tudo numa tirania pessoal.

Ao apoiar as declarações de Zinoviev, Trotsky começava a despir a farda autoritária do comissário da Guerra, para retomar a luta democrática. No entanto, antes que isto ocorresse, surgiu um fato novo: a revolta de Kronshtadt, cidade portuária localizada no Golfo da Finlândia, a 30 km de São Petersburgo.
Cansados de esperar por deliberações do Comitê Central, os operários e marinheiros, pontas de lanças nas lutas de 1917, pegavam novamente em armas em 1921, para "caçar os usurpadores e colocar fim à ditadura dos comissários".
Após advertir os amotinados, tanto Trotsky como Zinoviev se dedicaram a uma duríssima atividade de repressão.A rebelião logo sufocada acabou tendo conseqüências contrárias às teses que Trotsky defendia, comprometendo tanto a ele quanto a Zinoviev, reduzindo-lhes as condições de defesa da redemocratização e assustando o partido, cujos membros mais conservadores passaram pensar em restringir, senão eliminar, até mesmo o debate interno.

Quanto a Lenin, deu precedência à questão econômica. Através da NEPE (Nova Política Econômica), fez retornar os estímulos pecuniários à produção rural. Dentro das teses socialistas - era um passo atrás. Mas o que importava, era acalmar os camponeses e prover o abastecimento das cidades. Nesse sentido, o sucesso foi extraordinário e, em pouco tempo, a economia entrou em um clima de prosperidade com as promessas da revoluão parecendo a um passo de se concretizarem.

Então, em 1924 Lenin morreu. Sem sua autoridade, o partido optou por seguir o fácil caminho da burocratização completa, escolhendo para a direção o aparentemente descolorido Stalin. Cumpria-se, assim, a previsão de Trotsky. As dissidências no seio do partido foram proibidas. Zinoviev, Kamenev, Radek e mutos outros acabaram sendo assassinados. Stalin cumpriu a profecia de Trotsky quanto à tirania pessoal, instalando sua própria ditadura. O próprio Trotsky foi seu mais ardoroso oponente, primeiro no partido, depois expulso do partido, depois banido da Rússia: só silenciou em 1940, quando foi assassinado. Sua profecia se realizou: a grande revolução do proletariado caminhara por meandros estranhos, até desembocar no totalitarismo burocrático, numa terrível ditadura pessoal, que não pode jamais ser confundida com o comunismo nem com o socialismo. Esta ditadura foi o que surgiu com o nome de stalinismo,
Como o próprio Trotsky bradou até morrer,
"uma revolução fora feita, surgira uma economia socialista, extinguira-se uma burguesia. Nos caminhos da história, um novo grande passo fora dado".
Mais fotos dos revoltosos de 1921:



Agora, a revolta em vídeos:

Agora, um pouco sobre Kronshtadt, que foi fundada por Pedro, o Grande, na ilha de Kotlin, em 1703. Sua construção foi supervisionada pelo bisavô de Pushkin, Abram Petrovich Gannibal(*)

Kronshtadt, com seus fortes, foram a chave da proteção de Petrogrado durante a Guerra Civil.

-Canal:




























Forte:















Portões do Parque Petrovsky:















Catedral Naval de São Nikolai(patrono da Marinha)














Deixo vocês com um vídeo do local:


Notas da Milu:

(*) Sobre este bisavô, ler "O Negro de Pedro, o Grande, de Pushkin.



fonte: "História das Revoluções"
Ed.Três, 1974
http://www.kronshtadt.info/

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