sexta-feira, 10 de junho de 2011

RELÓGIOS RUSSOS, SHOW DE CRIATIVIDADE


Hoje o espaço foi reservado para os relógios russos e seus modelos diversos. Agradeço a idéia do "cumpadi" Jotakar, twitteiro de primeira hora.

Se você for hoje à Rússia encontrará modelos variados, principalmente na categoria "souvenir", repleta de relógios de diferentes épocas e estilos, desde a era soviética , relógios para mulheres, feitos com a arte 'khokholma", lindos, bem como relógios de parede, de mesa, enfim, o que não falta são estes artigos feitos para medir o tempo mas, que muitas vezes, podem ser usados como objeto decorativo e, outras vezes, apenas como isto...

Começo a postagem com um pouco de história: história da produção de relógios na Rússia. A primeira fábrica de relógios construída por lá foi a "Raketa, criada em 1721, em Petergof , como um lapidário e centro de manufatura de pedras preciosas para fabricação de jóias destinadas à família real.A iniciativa de sua criação coube a Pedro, o Grande. Sua história e evolução não cabem neste post, onde colocamos apenas alguns de seus modelos:

O modelo a acima possui um calendário mecânico, indicando dia do mês e da semana(1), um mecanismo giratório composto de uma 'agulha' que aponta os meses(4 e 2),além de um disco giratório para seleção do ano, numa escala que vai até 2012(3).

Justapondo o ano com o mês, é possível saber em qual dia da semana caiu determinada data. Atualmente, este modelo sai com um mecanismo de quartzo,o que o desvalorizou um pouco.
Em termos de acabamento, ele é todo niquelado,
Outros modelos 'Raketa':
No relógio acima, vê-se a seguinte inscrição:PARTIDO: mente, integridade e consciência de nossa época.

Vistos alguns dos modelos da 'Raketa' e saindo do período de Pedro, o Grande, vamos para o ano de 1764,quando teve início, por ordem de Catarina II, mais conhecida como Catarina, a Grande (e que na realidade era Sophie Friederike Auguste von Anhalt-Zerbst), a criação das primeiras fábricas estatais de relógios, instaladas em Moscou e arredores e em Petersburgo,muito bem equipadas de maquinários e ferramentas específicos e modernos.

Entre 1764 e 1767, o engenheiro russo Ivan Kulibin construiu um ovo em forma de relógio, com um complexo mecanismo automático.
Kulibin

relógio-ovo
Gravura do relógio de Kulibin

Em 1769 Kulibin deu este relógio para Catarina II, que o fez responsável pela oficina mecânica da Academia de Ciências de Petersburgo.O relógio-ovo faz parte do acervo do Hermitage.
Enquanto esteve na oficina da Academia de Ciências, o engenheiro construiu um relógio 'planetário', que mostrava não só a hora mas,também, a o dia da semana, mês, ano e a fase da lua.
Claro que este cientista não ficou conhecido só por fazer relógios em forma de ovo para a imperatriz: deixou mais de 40 inventos que muito contribuíram para a ciência, mas sua marca registrada foi a relojoaria, deixando uma profunda contribuição para o seu desenvolvimento.

Voando no tempo, vamos agora para o início da produção em escala industrial, com equipamentos especiais, só surgida no país no final dos anos 20 do século XX. Antes disto, apesar de alguns avanços, tudo era , principalmente, feito em bases artesanais. Foram realizadas inúmeras tentativas de se criar uma fábrica de relógios nos padrões europeus, sem sucesso.As fábricas estatais,citadas no parágrafo anterior produziram relógios complexos, complicados, caros, muito caros.Muitos relógios de bolso de ouro; além disto, não existiam equipamentos de alta precisão.E a produção que era feita não era em larga escala, o que acarretava a necessidade de se importar relógios.

No início do século XIX, o governo muda sua política, acabando com o financiamento às fábricas estatais Isto, aliado à falta de demanda, as leva a encerrar suas atividades.Na primeira metade deste século não existia fábrica de relógio na Rússia: havia, sim, muitas oficinas conserto e de montagem de pequeno, médio, grande porte, de qualquer porte.Claro, só trabalhavam com peças importadas.
Na época,Moscou era um importante centro de montagem e vendas deste artigo.Também abriram fábriquetas ou oficinas de produção em cidades com bom desenvolvimento material, técnico e profissional, como foi o caso de Tula (terra do Tolstoi),ou em cidades próximas às rotas comerciais, por exemplo, em Astrakhan.
Astrakhan

Ainda na máquina do tempo, vamos para as décadas de 70 e 80 do século XX, quando se passou a produzir relógios de qualidade e a exporta-los para 70 países, inclusive para a Inglaterra, Canadá e outros do chamado primeiro mundo.Todos estes relógios se destacaram pela originalidade e valor estético e técnico. Existem relógios à prova d'agua, com o quais você pode mergulhar a 100 metros, desenvolvidos com fins militares; relógios de madeira; relógios inspirados na era espacial; enfim, originalidade e criatividade, como tudo o que o povo russo faz.

Vejam os relógios a seguir, nas fotos da exposição de 240 da relojoaria russa:
















Maiores detalhes do material exposto ver aqui.

Agora, alguns relógios muito especiais, de autoria da família Branikov(três gerações de mestres nesta arte) (séculos XIX e XX).Seus trabalhos foram reconhecidos e premiados não só na Rússia, mas no mundo todo.Foram os primeiros a fazer relógio de madeira e marfim, em 1837. A primeira obra, um relógio em miniatura, feita por Semyon Branikov, foi dada ao futuro czar na época, Aleksandr II.




Direto de Uglich, às margens do Volga, a Tchayka, fábrica fundada em 1940
fotos acima: Uglich
O nome da fábrica e da marca de relógio por ela produzida significa, literalmente, A Gaivota.A fábrica ainda está em pleno funcionamento.Em 1950 lança a primeira linha de relógios de pulso femininos. Atualmente, já são produzidos relógios em duas linhas: feminino e masculino.A linha da Tchayka foi aprovadas em programas intencionais de quaidade.


O primeiro modelo Tchayka que posto me pertence. É feito em khokholma:

Outros modelos de relógios Tchayka:
A título de curiosidade, um relógio como o acima custa em torno de R$ 400,00.
Mais marcas:

- SSSR (URSS):


- Pobeda (Vitória): dos tempos soviéticos...

- Burevestnik:

- Vostok:

Rossya:
Nele se lê, na parte inferior, 'feito na URSS', me lembrando uma canção do Oleg Gazmanov...
Mais modelos de relógios soviéticos você verá no link a seguir:

Deixo a história da relojoaria soviética para um próximo post, pois sobre ela tem-se muito a dizer. Por hoje, está na hora de encerrar o post, digo isto olhando para meu relógio 'Tchayka': tem mais de uma hora que estou aqui, traduzindo, copiando, digitando...Me cansei e, com certeza, vou cansar o amigo leitor.

Finalizo, deixando um aviso: muito cuidado, quem for para a Rússia, com os relógios comprados de ambulantes: são muito mais baratos, mas funcionam por pouquíssimo tempo..Procure comprar em lojas, mesmo que pague um pouco mais caro.

fontes:
http://www.german242.com
http://www.ussr-watches.ru/
http://www.clockmaker.ru/
http://www.wat4.ru/





terça-feira, 7 de junho de 2011

ALBUM PARA BAIXAR: GURPO ARIEL-RUSSKIE KARTINKI (1977)

Este é um dos meus grupos favoritos na Rússia, já tendo postado outros álbuns deles aqui.
O grupo é da região de Chelyabinsk(foto abaixo) e foi fundada em 1970.Acredito que não só quem quer conhecer a música russa deve baixar este álbum, mas todos que gostam de boa música, sem preconceitos em relação à sua origem.

Faixas:

01. Народное гуляние (В.Ярушин - А.Раскин)
02. Алёнушка (музыка и слова Р.Геппа)
03. Скоморошина (В.Ярушин - А.Раскин)
04. Частушки (А.Румянцев - cлова народные)
05. Отставала лебёдушка (Русская народная песня, обработка В.Ярушина)
06. Я на камушке сижу (Русская народная песня, обработка В.Ярушина)
07. По блюду, блюду серебряному (Русская народная песня, обработка В.Ярушина)
08. Как по реченьке гоголюшка плывёт (Русская народная песня, обработка В.Ярушина)

Video faixa 3

Acima - fotos de Chelyabinsk, cidade do VIA Ariel
fonte: http://getalbum.net/

SUGESTÃO DE LIVROS POR AMIGOS DO BLOG


Deixo aqui a indicação de alguns livros que têm por temática a História da Rússia. A indicação foi feita pelo amigo do blog Alan Vignoli. Da minha parte, já comprei os dois primeiros da lista: o primeiro já chegou pelo correio hoje e, o segundo (Ascensão e Queda de um Império, acabo de finalizar a compra. Fica, aqui, o meu agradecimento ao Alan pela colaboração.

"Seguem algumas sugestões de livros para apresentar no seu blog:
1) Título: Os Últimos Dias dos Romanov
Autora: Helen Rappaport
Editora: Record
2) Título: Rússia, Ascensão e Queda de Um Império
Autor: João Fábio Bertonha
Editora: Juruá
3) Título: O Fantasma de Stálin
Autor: Martin Cruz Smith (o mesmo de "Parque Gorky")
Editora: Record
4) Título: Stalingrado
Autor: Antony Beevor
Editora: Record
5) Título: Berlim 1945
Autor: Antony Beevor
Editora: Record
Adianto que já li todos e são realmente muito bons. O primeiro pelos detalhes históricos e a dramaticidade dos acontecimentos. O segundo pelo panorama histórico conciso da Rússia desde a antiga Rus até os dias de hoje, com análises inteligentes sobre a política e a história do país. O terceiro é um romance policial do mesmo autor do best-seller "Parque Gorky", só que com elementos modernos (terrorismo, ultranacionalismo, Chechênia, corrupção, etc.). Os 2 últimos também são muito bons pelos detalhes históricos, mas possuem muitos detalhes técnicos militares, e talvez só agradem mais a um público mais restrito".
(Transcrição do e-mail enviado por Alan Vignoli)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

ALGUMAS CURIOSIDADES DE "GUERRA E PAZ", POR TATIANA TOLSTAYA

Tatyana e o pai
A meu ver, Guerra e Paz foi o melhor livro do conde Lev Tolstoi. e umd os melhores que já li .Malgrado seu volume, o li de um sopro, tão grande o interesse que me despertou, isto há anos atrás. E, pelas memórias da filha do escritor, foi o lvro que mais lhe consumiu as forças, o que justifica que eu transcreva, neste post, algumas passagens de "Tolstoi, meu pai",de Tatyana Tolstaya, filha mais velha do velho conde, a respeito do período em que ele escreveu Guerra e Paz. Por elas a gente percebe a dimensão que esta obra ocupou na vida do escritor, bem como toma conhecimento de alguns outros fatos ligados ao livro: seu primeiro título, a enormidade do trabalho, sua planificação, a preocupação de Tolstoi em não se perder em minúcias, bem como suas preocupações com a opinião de quem ele gostava e de quem ele "cada vez gostava menos", como no caso- Turguênev...O texto de sua filha demonstra, com clareza, o trabalho titânico de construir uma obra de tal magnitude, que o levou a pesquisas históricas e processos semelhantes ao do historiador, interessado em manter a verdade dos fatos.

"Meu pai dizia que para escrever 'Guerra e Paz' levara cinco anos de labor contínuo e exclusvo. Naquela época tomou poucas notas, reservando toda a sua atenção para esse romance. Assim, há poucos documentos permitindo recontruir a história da criação de Guerra e Paz. Todavia, encontram-se, aqui e ali, em seu diário e em suas cartas, preciiosas indicações sobre a maneira como Tolstoi encarava então os problemas da escritura. Assim:
"É preferível eliminar tudo quanto possa provocar indignação' (Diário, 29 de março de 1869). Ou ainda: "O gênero épico é o único que parece natural" (Diário, 3 de janeiro de 1863.
Declara, numa carta, que "os problemas da literatura são incomensuráveis - como dizem os matemáticos-com os problemas sociais.
O objetivo do escritor não consiste em resolver as questões formuladas, mas em fazer amar a vida em todas as suas inúmeras e inesgotáveis manifestações. Se me dissessem que posso escrever um romance em que exporei sobre todas as questões sociais um ponto de vista que julgo certo, eu não lhe dedicaria nem duas horas de trabalho. Mas se me dissessem que o que estou escrevendo será lido dentro de vinte anos pelas crianças de hoje e que, lendo-o, essas crianças vão rir, chorar e aprender a amar a vida, eu lhe consagraria toda a minha existência e toda a minha força'.
Eis o que, em 1863, escrevia à prima Alexandra:

"Nunca senti minhas forças espirituais e mesmo morais tão livres e disponíveis para o trabalho. É um romance sobre os anos 1810-1820 que, desde o outono, me ocupa inteiramente. Sou agora um escritor com todas as forças de minha alma. Escrevo, reflito, como antes nunca escrevi nem refleti em minha vida".

Em 1864, durante uma caçada, sofreu uma queda de cavalo e quebrou o braço. Houve complicações e a cura se fez esperar por longos meses. Foi durante a ociosidade forçada de sua convalescença que concebeu a maior parte da obra.

Em 23 de janeiro de 1865, escreveu ao poeta Fet, seu amigo e fiel correspondente:"
"Fiquei sabendo de uma coisa surpreendente a meu respeito. Depois que meu cavalo me atirou ao chão, quebrando-me o braço, meu primeiro pensamento ao recobrar os sentidos, foi de que era um escritor. Sim, eu sou um escritor, mas um escritor solitário, um escritor que se cala. Em breve aparecerá a metade da primeira parte de O ano de 1805(primeiro título que deu à Guerra e Paz). Peço-lhe que me escreva sua impressão, mesmo quanto aos pormenores. Sua opinião, como também a de um homem de quem, à medida que envelhece, cada vez gosto menos - Turguêniev- me são preciosas. Considero tudo quanto publiquei até agora como simples exercícios de redação, como rascunhos. O que vou agora publicar me parece fraco - o que é inevitável no caso de uma introdução - mas, apesar disso, é impressionante! Escreva-me tudo quanto se diz nos meios que freqüenta."
A 7 de março do mesmo ano anotava no diário: "Escrevo, rasuro. Tudo está claro, mas apavora-me a enormidade do trabalho a realizar. É preciso traçar um plano de modo a não me deter em minúcias modificando-as constantemente, e a pensar nos trechos importantes que virão a seguir. E a 19 de março: "Li com interesse crescente a história de Napoleão e de Alexandre.Transbordo de alegria com a idéia de poder fazer uma grande obra, uma história psicológica: o romance de Alexandre e de Napoleão . Nele porei toda a covardia, toda a loucura, todas as contradições dos homens, do meio em que vivem e também deles próprios..."

No dia seguinte anotava, ainda: "Tempo admirável. Estou bem de saúde. Fui à Tula a cavalo. Idéias grandiosas. Meu plano da história de Alexandre e de Napoleão define-se." Finalmente, a 23 de março:
"Durante a tarde escrevi pouco, mas bem. Vou conseguir." Pelo fim do ano, escreveu a Fet: ars longa, vita brevis.Se eu pudesse, ao menos, realizar a centésima parte daquilo que se concebeu! Mas não se consegue nem a milésima! Em todo o caso esse sentimento de poder criar faz a felicidade de todos nós, os escritores. Esse sentimento, você o conhece. Sinto-o este ano com uma força particular."
Trabalhou em Guerra e Paz com um ardor, uma embriaguez e um amor únicos, descurando tudo quanto não fosse sua obra. Ele, que na velhice diria que
"a obra mais importante de um homem é a sua vida",

anota, na data de 27 de novembro de 1866: "

O poeta tira da vida o que ela tem de melhor e coloca-o em sua obra. É por isso que sua obra é bela e sua vida é má..."
E numa carta a Fet, de 28 de março de 1867:
" A força da poesia reside no amor. Sem amor, não há poesia."
Eis, aproximadamente, o que o escritor disse naquela época a respeito de sua obra e de suas idéias sobre a literatura.
É difícil descobrir todos os recursos que Tolstoi usou para esta epopéia. Encontra-se na Biblioteca de Yasnaia Poliana uma série de obras históricas: memórias, descrições, cartas, notas de autores russos e franceses da época. Além desses documentos, meu pai recorreu a todas as fontes possíveis. Assim é que muitas vezes foi a Moscou para consultar os arquivos dos museus nacionais.
Escreveu à sua mulher, após ter estudado manuscritos da maçonaria pertencentes ao acervo do Museu Rumiantsev (atual Biblioteca Lenin):
"Não posso te explicar porque essa leitura me mergulhou em abatimento que durou o dia inteiro.O que é triste é que esses maçons eram uns imbecis."
E no dia seguinte:
"Logo pela manhã fui ao Museu Rumiantsev. O que encontrei lá é de interesse pungente. Há dois dias que passo lá três ou quatro horas, sem sentir o tempo passar."
Visitou o campo de batalha de Borodino (já postado neste blog)em todos os seus recantos. Foi com desgosto que soube que o guarda do monumento, que fora testemunha da batalha, acabara de morrer. Meu pai fez duas vezes a volta aos locais em que se travaram os combates, tomando notas e fazendo croquis dos movimentos das tropas.
"Estou muito contente com minha excursão, escreveu ele. Se Deus me der saúde e o necessário, farei da batalha de Borodino uma descrição como nunca se fez ainda até agora".
Os jornais da época também lhe foram de uma ajuda preciosa. Consultou-os longamente nas bibliotecas.Mas, desejoso de ter uma coleção completa, anunciou no Jornal de Moscou, dando o endereço de um hotel moscovita:
"Deseja-se adquirir, por 2000 rublos de prata, uma coleção completa da Gazeta de Moscou de 1812".
Os arquivos e as tradições orais familiares lhe serviram para descrever as famílias Volkonski e Rostov. Assim é que a carta da princesa Maria à sua amiga Júlia reproduz quase inteiramente uma carta da mãe dele à uma amiga. Quanto aos personagens do livro são todos retratos compósitos de antepassados, de amigos e de pessoas do círculo de relações de seu pai.
"Quem é o príncipe Andrei? -escreveu ele numa carta. -Ninguém, como todo herói de romance, a menos que o romancista não passe de um memorialista ou de um biógrafo.Teria vergonha de ser editado, se meu trabalho consistisse apenas em fazer retratos copiando do original..."

É provável que o único retrato, cópia fiel do original, o que meu pai, aliás, não negava, seja o de Natacha, a irmã caçula de sua mulher, Tatiana Bers Na época em que Guerra e Paz foi escrito, ela não estava ainda casada e meu pai, que lhe servia de confidente, tinha-lhe muita afeição. Ele lhe previra o destino: ela casou-se com Alexandr Kusminski, um homem de bem, muito bom, sem ama-lo apaixonadamente e tornou-se, com o tempo, uma senhora ajuizada, que estava engordando, exatamente como aconteceu com Natacha, depois de casada com Pedro...

Se ele fantasiava com os personagens imaginários, não se permitia fantasiar, nem de leve os personagens históricos..

Finalizo o post passando a palavra ao próprio autor:
"Em todo meu romance, quando personagens históricos agem ou falam, eu nada inventei, mas me servi de documentos aos quais, à medida que meu trabalho progredia, acabaram por formar toda uma biblioteca. Creio ser inútil dar aqui todos os títulos a citar os textos dos quais me vali."
Retrato de Tatiana, pintado por Ilya Repin

fonte: Tolstoi,meu pai - Recordações
Tatiana Tolsaya
Eitora Nova Fronteira
Coleção Vidas Extraordinárias-1975
(livro esgotado)

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