terça-feira, 30 de novembro de 2010

UM POUCO DE AKHMÁTOVA

fonte foto: http://snab.prom.ua/photos

UMA OUTRA CANÇONETA

Palavras não ditas
eu não repetirei mais.
Mas, em memória deste não-encontro,
roseiras silvestres plantarei.
- Como lá brilhou e cantou
o milagre de nosso encontro.
Voltar eu não queria
de lá para lugar algum.
amargo foi para mim o deleite
da ventura em vez do dever.
Sem ser obrigada a falar com ninguém,
por muito tempo eu falei.
Deixa que as paixões assediem os amantes,
exigindo deles respostas,
nós, meu querido, somos as únicas almas
nos confins deste mundo.

1956

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

DESCENDENTES DE MAKSIM GORKI

Os mais próximos descendentes do escritor Maksim Gorki estiveram presentes no evento que foi realizado na cidade de Nizhniy Novgorod, terra natal do escritor, para as comemorações de 140 anos de seu nascimento, em 24/03/2010, conforme indormações do setor de Relações Púlicas do governo local.
"Às comemorações de 140 anos de Maksim Gorki, em Nizhniy Novgorod, estiveram presentes suas netas Marfa e Dariya Peshkov, a bisneta Ekaterina Peshkova e seu filho Maksim, convidados de honra do 33º Seminário Internacional sobre "Maksim Gorki: uma visão do século XXI - Leituras de Gorki" .
À estas leituras participam especialistas em literatura vindos de todos os cantos do mundo, principalmente os estudiosos da obra de Gorki. Elas tiveram início em 1943, dando à cidade o apelido de "Cidade Literária". Esta cidade que homenageou seu filho famoso ainda em vida: em 1932 ela foi rebatizada de Gorki, retornando o nome histórico em 1990.

Os descendentes do escritor participaram de todas as celebrações de todas as festividades, bem como fizeram uma visita à casa onde o famoso antepassado viveu sua infância.

Gorki, a esposa Ekaterina Peshkova e as netinhas, Darya e Marfa

Marfa é a neta mais velha, nascida em 1925 e ainda viva. Deu a Gorki os seguintes descendentes: Nadezhda, Serguei e Nina (todos nascidos entre 1947 e 1953, de seu casamento com o filho do famoso Beria, chefe da NKVD da Geórgia. Marfa, nome que pode ser , em português, traduzido para Marta,chegou a conhecer e conviver com Stalin, mas diz em suas entrevistas que as lembranças de tal convivência não são nada agradáveis. Ela é a segunda, da esquerda para a direita, na foto a seguir (calça alaranjada).















Fonte: rambler.ru photos



Marfa(com flores) ao lado de Ekaterina,
a tataraneta de Gorki(à sua esquerda)


Veja, no vídeo acima, a neta Marfa em entrevista
Fonte: vídeos yandex.ru

A neta caçula, é Dariya, nascida em 1927, também ainda viva. Dariya é atriz de teatro, casada com um ator de nome Alexandr Grave (ver foto abaixo).Deu a Gorki os seguintes bisnetos:Maksim e Ekaterina, como a bisavó. De Ekaterina postei foto abaxo(ao lado de Marka) e um vídeo. De Maksim nada achei, a não ser a citação de sua existência.
















Gorki com as netinhas


Dariya e Marfa descendem do único filho de Gorki, chamado Maksim Alexeievitch Peshkov.
Gorki teve uma filha, Ekaterina como a mãe. Não consegui achar a descendência desta filha dele. Ao que tudo indica, não deixou filhos.


Ver o Museu da Literatura M.Gorki, em N.Novogorod


No vídeo a seguir, pode-se ver Marfa e a bisneta de Gorki, Ekaterina:
Fonte: vídeos yandex.ru

domingo, 28 de novembro de 2010

A ARTE DE VLADIMIR RUMYANTSEV


Seria o auto retrato?
Encontrei as obras de Vladimir Ryamtsev na internet russa que, por sinal, o vem divulgando em diversos sites e blogs, desde o dia em que uma estação de TV mostrou seu trabalho. No entanto, não consegui encontrar nada a respeito de Rumyanstsev, exceto o fato de morar em São Petersburgo, cidade que é o pano de fundo de toda sua obra. Mas não existe nada de ofical a seu respeito, a excessão de seus desenhos:uma coleção de gatos estilizados, que me fascinou. E o autor da obra? Tanto pode ser um russo muito bonitão, como um ET: só Deus sabe. Ele é uma incógnita, pelo menos para mim. Já pedi ajuda a amigos russos, a fim de conseguir algum dado mais concreto a seu respeito, enquanto aguardo alguma resposta, deixo seus quadros com vocês.

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Первая зима

fonte: http://www.koshkimira.ru







































































































Estou delirando ou é o Puchkin?




























































































































































fonte: http://www.liveinternet.ru/users/2058671/

Fonte: www.youtube.com

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

TRECHOS DOS "DIÁRIOS ÍNTIMOS", DE LIEV TOLSTOI E SOFIA TOSLTAYA (1910)

Não consigo entender porque editoras especializadas nas obras de autores russos, como é o caso da Cosac Naify, não reeditam livros raros, não encontrados em língua portuguesa, a não ser em agluns sebos , como é o caso dos Diários Íntimos de Lev Tolstoi e Sofia Tolstaya, sua esposa. Este livro é da maior importância para a compreensão da vida do grande autor russo e para o melhor conhecimento de sua obra. Trata-se do diário escrito pelo casal Tolstoi em 1910, ano da morte do autor.

Minha edição consegue ser mais antiga do que eu: data de 1943, lançada pela Ed.Vecchi Ltda. A tradução de Frederico Reys Coutinho deve ter sido feita a partir da edição francesa, já que traduziram o nome do escritor para "Leão" e não Lev:a edição não cita o título original.

Não escaneei a capa do livro, uma vez que ele foi reencadernado e, durante o processo, perdeu sua capa original. Tive que lê-lo com o máximo cuidado, pois mesmo após a reencadernação, feita, está arriscado a se desfazer, o que é uma pena...

Para quem sabe o idioma russo, coloco, aqui, a versão nesta língua,;basta clicar no link ao lado: www.lib.ru. Se você não tiver nada contra sebos, poderá dar uma pesquisada no estado dos livros existentes em www.estantevirtual.com.br.

Extraí desta obra algumas das passagens que julguei interessantes , para que o amigo do blog tenha a chance de conhece-las.

O livro é separado em duas partes: da página 7 à 163, tem-se o "Diário Maior", de Lev Tolstoi.A partir desta página tem início os "Jornais Íntimos" de Sofia Andreevna e suas correspondências.

Tolstoi iniciou seu diário em 2 de janeiro de 1910 e o encerra 3 dias antes de seu falecimento em Astapovo, dia 20 de novembro, pelo nosso calendário.

Além do Grande Diário, ele escreveu um outro diário, mais íntimo, que ele não mostrava a ninguém, também constante do livro, intitulado "Só Para Mim". No primeiro diário, ele faz reflexões sobre tudo que o preocupava no final de sua vida e, no segundo, o relato de tudo que o fez deixar Yasnaia Poliana, com detalhes, bem como suas impressões a respeito de temas variados.

TOLSTOI:
2 de janeiro de 1910:..."Trouxeram-nos uma mulher em estado lamentável, doente depois do parto. Crianças. Fome. Como tudo isto é penoso!"

4 de janeiro de 1910: "...Refleti sobre minhas relações com os homens de nosso mundo que não têm fé: é um pouco como com os animais: ama-los, lamenta-los, mas não entrar em relação espiritual com eles. Relações assim despertam maus sentimentos. Eles não me compreendem. Pela sua incompreensão e arrogância, servindo-se da razão para esconder a verdade, eles contestam a verdade e o bem e nos levam aos maus sentimentos. Não sei como dizer, mas sinto perfeitamente que é preciso inventar um sentimento próprio em relação a estes homens, para não faltar com o amor que lhes é devido. ....À noite, li coisas insignificantes e joguei cartas."

5 de janeiro de 1910 - "...Cada vez me é mais penoso ver esses escravos trabalharem para a nossa família...Joguei wint. Tudo é triste e indigno".

7 de janeiro de 1910 (achei interessante esta passagem: na época de tolstoi já existiam os que comercializavam fé...*): Uma carta desagradável: meu missivista me diz que partilha minhas convicções e pede 500 rublos para a propagação do Cristianismo"...

16 de janeiro de 1910:Acordei alerta e disposto a ira a Tula, à audiência do tribunal....Primeiro, foi o julgamento de camponeses: advogados, juízes,soldados,testemunhas. Tudo isto é bem novo para mim. Depois julgaram um acusado político. Era acusado de sustentar e propagar idéias mais eqüitativas e sensatas que as idéias comuns sobre a organização da vida. Tenho muita pena dele. (**) Algumas pessoas se reuniram para me ver, mas não muitas, graças a Deus. Emocionei-me quando prestaram juramento. Lutei para me conter e não dizer que aquilo (o julgamento) era uma forma de zombar de Jesus Cristo. (***)

Quase todos os dias, Tolstoi reclamava de mau humor e anotava, fim do dia, "joguei". Em todos estes dias de janeiro, deixou clara sua preocupação em praticar o bem e sua frustração quando "falhava" com este seu propósito.

SOFIA

Os jornais íntimos de Sofia têm um prefácio feito pela filho do casal - Serguey Lvovitch Tolstoi. Conta coisas interessantes a respeito dos pais, de suas características, de seu relacionamento. Sobre a mãe, ele diz:
" Ela se levantava depois de L.N., às dez ou onze horas e deitava-se tarde......
...Raramente se passava um só dia sem a chegada de algum parente, convidado ou visitante.
... Minha mãe era sujeita a crises de histeria e, com os anos, foi perdendo, cada vez mais, o equilíbrio de suas faculdades mentais. Deve-se supor que isto contribuiu muito para o desentendimento do casal. A histeria agravou-se: primeiro, após a morte de seu jovem filho Vanka (1895), que ela adorava; segundo, em conseqüência da grave operação que fez em 1906 e terceiro, provavelmente, por causas patológicas, em 1910.
Pode-se ver, pelo seu diário, que seu estado mórbido tinha sensivelmente piorado na segunda metade de junho de 1910, quando a transtornou um fato aparentemente insignificante: L.Nikolaevitch adiara de dois dias sua partida de Metscherkoie, onde era hóspede de Tchetkov. A partir desta época, não decorreu um dia sem que ela não se queixasse, em suas conversações e em seus diários, de insônias, de dores nevrálgicas em diferentes partes do corpo, de lassidão, de nervosismo, etc. As menores coisas, e também as maiores, serviam de pretextos para suas crises nervosas.

...A que ponto a conduta de minha mãe envenenou a vida de meu pai, a partir de junho de 1910, até sua fuga de Iasnaia Poliana, pode-se ver em todos os escritos do período: diários de ambos meus progenitores, memórias e recordações..., etc.

Nos próximos dias, postaremos mais sobre as reminiscências de Serguey, bem como trechos dos jornais de Sofia, dando, também, continuidade ao diário Maior, de Tolstoi. A idéia é fazer mais ou menos como vimos fazendo com as cartas de Svetlana Alliluyeva, a filha de Stalin, que estamos publicando em capítulos. Claro que não pretendo postar os diários na sua totalidade: eu precisaria ser insana para tal empreitada; a proposta é postar algumas passagens que são, a meu ver, interessantes.
Serguey Tolstoi, filho do casal, responsável pelo
prefácio aos Jornais de Sofia Andreevna
. Foi músico.
Tolstoi e Sofia
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(*) Nota da Milu
(**) Estas elites só mudam de nome, mas suas técnicas continuam, básicamente as mesmas...
(***)Ainda hoje muitos zombam de Cristos, em uma sociedade laica, mas que ama se dizer Cristã...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

TCHAIKOVSKY - PIANO CONCERTO N.1



Performer: Joseph Banowetz
Orchestra: CSR Synphony Orchestra (Bratislava)
Conductor: Ondrej Lenard

fAIXAS:

Piano Concerto N.1
The tempest
Eugene Oneguin
Polonaise
Waltz

BAIXAR AQUI

parte 1: http://lix.in/-8cd4b2

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