terça-feira, 9 de novembro de 2010

ALEKSANDR ANTIMIROV - POD VETRAM (2010)

Este disquinho é danado de bom! As músicas deliciosas de ouvir, valendo a pena seu download.
01.Я тебя забыл (Ya tebya zabyl)
02.По ветрам (Po vetram)
03.Никогда (Nikogda)
04.Плохие дни (Plokhie dni)
05.Иду по городу (Idu po gorodu)
06.Моя подруга (Moya podruga)
07.Помечтай о ней (Pomechtai)
08.Бывает друг (Byvaet drug)
09.Сладкая ягода (Sladkaya ygoda)
10.Маленький оркестр (Malenk'ki orkestr)
11.Чего же тебе хочется (Tchevo je tebe khotchetsya)
12.Провода (Provoda)
13.Под вечер (Pod vetcher)
REDIRECIONANDO DOWNLOAD:
http://lix.in/-976d4e

VIDEO: ALEKSANDRA(DO FILME MOSCOU NÃO ACREDITA EM LÁCRIMAS)

Canta: Aleksandr Antimirov. Delícia de valsa!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

LIVRO DA VEZ: PAVILHÃO DOS CANCEROSOS (ALEXANDR SOLJENITSYN)

Editado no Brasil pela Ed.Expressão e Cultura, 1969, em tradução do inglês. O livro é esgotado, raríssimo, mas talvez possa ser encontrado em sebos (os interessados devem procurar na Estante Vitual ou no Gojaba, dois excelentes sites especializados na venda de livros raros (fica a minha esperança de que a Cosac Naify, editora que se esmera nas traduções e edições dos autores russos, publique este livro).

A obra é uma análise da sociedade soviética e podemos interpretar seu título como se referindo não apenas ao local onde se passa a ação - ambientada em um hospital do Uzbequistão, nos anos 50- mas- também, á sociedade soviética.

O autor escreveu esta obra entre os anos de 1963 e 1966, retratando as memórias de seu tratamento no setor de oncologia do hospital de Tashkent, em 1954.

Sua narrativa, feita em 669 páginas magistrais, gira em torno da rotina de um grupo de cancerosos internados naquilo que, mais do que um hospital, - sujo e lotado, - é um verdadeiro inferno para todos que ali estão, inclusive para os médicos. A impressão que fica é ade que todos stão em processo de expiação de pecados. Existe aí uma alegoria ao Calvário de Cristo.

No decorrer da história vão surgindo os antagonismos,entre os sentimentos humanos e os pensamentos de uma regra coercitiva social puramente materialista, com brilhantes manifestações (algumas concretas, outras simbólicas) do conflito entre liberais e conservadores, existentes na Rússia, até os nossos dias, com discussões que abordam os princípios básicos do socialismo soviético, sempre através da visão humanista de Soljenitsyn.

Aos personagens reais, Soljenitzine acrescentou personagens fictícios, tais como Chaly, um personagem de muita vulgaridade contrabalançada por muito bom humor, dando um sopro de vida ao pavilhão e Shulubin - um velho bolchevique, que substitui seus ideais de toda uma vida por um conceito de socialismo mais humano, nascido de seu próprio sofrimento. . O personagem Oleg seria um reflexo do próprio autor.

A princípio, Soljenitsyn publicou o livro, em capítulos, no periódico "Novo Mundo", não sendo, no entanto, publicado em forma de livro na URSS. O editor Twardovski tentou,por diversas vezes, publica-lo, sem sucesso. Aos poucos, seus capítulos começaram a se espalhar, dispersando-se pela URSS como Samysdát (publicação clandestina, informal, que passava ao largo da censura). Logo a seguir, foi publicado no ocidente, junto com outro livro de Soljenitsin - O Primeiro Círculo, um evento literário internacional e uma dar razões da outorga do Nobel ao autor, em 1970.
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Soljenitsín viveu de setembro de 1918 agosto de 2008. Nascido em Kislodovsk, famosa estação de água na região de Stavropol.










































































































































































































































Casa onde o escritor passou a infância


Agora, imagens de Soljenitsin em vídeo:


Солженицын, как он есть

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Jornal do Brasil - Internacional - Bulgária faz exposição sobre origens de Dilma Rousseff

Entre artistas populares, na festa de aniversário
da cidade de Shumen, norte do país


Dilma é filha de pai búlgaro, um país que, tanto quanto a Rússia, eu amo muito.São eslavos e foi de lá que surgiu o alfabeto cirílico, adotado pela maioria dos países eslavos. Seu povo é bom,muito bom. Tenho grandes amigos por lá, inclusive minha amiga-irmã, residente no Brasil, veio de lá. Nos meus outros blogs eu postava sempre sobre este país e pretendo reservar um espaço, neste blog, para posts sobre outros países eslavos, como a Bulgária, Sérvia, Montenegro(país maravilhoso),Ucrânia,etc, começando por este post de hoje.Todos estes países possuem ricas culturas e tradições, ainda desconhecidas no Brasil.

Eu e meus tios búlgaros no Monastério de Rila, Bulgária

Jornal do Brasil - Internacional - Bulgária faz exposição sobre origens de Dilma Rousseff

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

CÂNTICO DE NATAL - IOSIF BRODSKI


Voga numa triteza inexplicável,
através dos tijolos destruídos,
um navio noturno inextringuível
egresso dos jardins de Alexandria,
qual lanterna noturna e solitária
que parece uma rosa amarelada
voando sobre a testa dos amantes,
que mal se encostam nela.

Voga numa tristeza inexplicável
um cortejo de bêbados alados.
Na capital da noite um testrangeiro
fotografa as muralhas melancólicas
e parte em seguida para Odinka
num táxi em que vão velhos doentes.
E os mortos estreitam num abraço
os quartos mobiliados.

Voga numa tristeza inexplicável
através da cidade um nadador.
Um mendigo de rosto arredondado
sonha sentado em um banco azul.
Um conquistador velho e apaixonado
vai passeando no cinza das ruas.
O trem noturno no qual recém-casado
vai na treva apressado.

Voga na bruma, pra la de Moscou,
um nadador a que o destino abate.
Um sotaque judeu passa na noite
por esta escadaria amarelada.
E na viagem do amor à dor,
nesta noite, véspera de Natal,
voga uma beleza que enlouquece,
que nem tento explicar.

Voga o vento frio nos meus olhos.
Tremem flocos de neve sobre os trens.
O vento gelado, o vento pródigo
as minhas palmas rubras endurece
e escorre das fogueiras mel noturno.
Eis transformada a noite de Natal
em um pudim de açúcar perfumado
que paira sobre nós.

O Ano Novo, no dorso de uma onda
azul, feita de ruídos da cidade,
voga numa tristeza inexplicável,
como se a vida já recomeçasse
numa festa de glória e de luz,
num dia de ventura e pão à farta,
como se a vida - ora vacilante -
fosse recomeçar.
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Iósif Bródski viveu de 1940 a 1996. É um dos escritores russos agraciados com o Prêmio Nobel de Literatura.

Agora, o poeta em um vídeo que será bem interessante à turma que fala ou estuda russo:

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