quarta-feira, 8 de setembro de 2010

ALEKSANDR ROZENBAUM - BARDY ROSSII

Um disquinho delicioso de "Bardo", estilo do qual já falei em posts anteriores (ver Vladimir Vyssotsk e Bulat Okudjava). Recomendo!
SENHA: : Lectro.ru
01. Подари, Господь, мелодию - Podari, Gospod', melodiu
02. Транссибирская магистраль - Transsibirskaya maguistral'
03. Зима - Zima
04. Ночной разговор - Nochnoi razgovor
05. Ты, любовь моя - Liubimaya moya
06. Спокойной ночи - Spokoinoi nochi
07. Старые скамейки - Starye skameyki
08. Воскресенье - Voskrissienye
09. Где-нибудь - Gdie nibud'
10. Одинокий волк - Odinokiy volk
11. Мои руки Балтийский завод - Moi ruki baltiski zavod
12. Голуби - Golubi
13. Лаки - Laki
14. День рождения - Dien' rojdienya
15. Три сестры - Tri cestry
16. Первый второй - Perviy vtoroy
17. Расставание - Rasstavanie
18. Колыбельная - Kolybel'naya

REDIRECIONANDO LINK










OU BAIXE AQUI


LIVRO DO DIA: O MARCADOR DE PÁGINA (SIGISMUND KRZYZANOWSKI)

Mais um livrinho danado de bom da Editora 34, com sua fabulosa "Coleção Leste".Su autor é considerado autor  russo( por ter escrito em russo), mas é ucraniano, nascido em Kiev, apesar de possuir nome e sobrenome poloneses (à época de seu nascimento, a Ucrânia pertencia ao Império russo).

 Transliterando-se seu nome diretamente do russo (Сигизму́нд Домини́кович Кржижано́вский) teríamos Siguismund Krjijanóvski, não tão impronunciável como consta da orelha do livro).

Conhecendo um pouco o autor:
Com base em sites russos, citados no final deste post, temos que Krijijanóvski viveu de 1887 a 1950.Nascido no seio de uma família de imigrantes poloneses,  foi advogado, romancista, dramaturgo, tradutor, filólogo,  filósofo, historiador e teórico de teatro. Fez seus estudos em Kiev, indo para Moscou em 1922, cidade que não abandonará mais e onde rapidamente ficou conhecido no círculo teatral. Fazia constantes leituras públicas de seus textos. Apesar disto, raramente conseguia editar seu trabalho, ganhando a vida com atividades extra-literárias.
Suas principais obras foram:

  • O retorno do Barão de  Münchhausen
  • Clube dos assassinos de letras
  • Memórias do futuro (editado na Rússia em 1989)
  • Um tema estranho
  • Sinal de Moscou

Além dos títulos relacionados, o autor escreveu ensaios, contos, novelas, romances e roteiros teatrais.
No site a seguir, o leitor interessado poderá encontrar, em russo, as obras do autor em formato de livro virtual:









Em relação ao livro em questão - O marcador de páginas,ele é composto por 6 novelas, entre elas a que lhe dá o título.Possui, ainda:
  • O quadraturin
  • O carvão amarelo
  • A décima terceira categoria da razão
  • Dentro da pupila
  • O cotovelo que não foi mordido

A temática dos contos segue o estilo descrito nos parágrafos seguintes:
"Acompanhando, do cemitério à cidade, um morto insepulto que, embora insista em continuar andando e falando, apodrece e se enrijece como qualquer cadáver normal, um coveiro o perde de vista em meio à multidão.
Numa época futura (que por pouco não é a nossa),  em que já se esgotaram todos os combustíveis e a indústria está prestes a se estagnar, um cientista descobre como extrair energia da bile, ou seja, do ódio humano."
A atualidade deste tema me chamou a atenção: hoje em dia, com tanto ódio grassando entre os povos, entre religiões, entre partidos políticos, se algum cientista conseguisse tal intento, acabariam as guerras, maioria delas feitas por sede do petróleo...

Divagação a parte, temas como esses são o ponto de partida para os contos reunidos neste livro da Editora 34, todos tratados de forma sutil e inusitada, como inusitado era o mundo soviético retratado pelo autor, o que explica o fato de só mais recentemente ele ter sido publicado.
Quanto à novela título, tem por protagonista
 "um caçador de temas, um escritor sucessivamente rejeitado pelas editoras, que passa o tempo desenvolvendo, oralmente, a partir do que quer que visse por perto, histórias complexas para a platéia circunstancial de uma praça da capital. E, naquilo que relata ao narrador acerca de como um redator rejeitara seu texto, é fácil entreouvir o que teria sido dito, mais de uma vez, a Krjijanovski em pessoa:
'O senhor tem uma pena. Mas uma pena precisa ser contida por uma caneta, e a caneta, pela mão. Seus contos são...be, como vou dizer - prematuros. Esconda-os. Que esperem."
Este livro é mais uma confirmação da grandiosidade e excelência da literatura russa. Recomendo ao amigo do blog que o consiga, ainda que seja em sebos (ele é um livro esgotado) ou em bibliotecas: sua leitura é obrigatória aos amantes da boa literatura.


    bibliografia
    http://ru.wikipedia.org/wiki/Кржижановский_С.
    http://az.lib.ru/k/krzhizhanowskij_s_d/
    http://dic.academic.ru/dic.nsf/enc3p/168062

    UM POEMA DE OSIP MANDELSTAM (DE 1909)


    O corpo me é dado - e com que fim,
    Meu corpo único, tão de mim?

    Pela alegria chã de respirar,
    silenciosa, a quem devo louvar?

    Sou jardineiro e sou flor - cativo
    na prisão do mundo sozinho não vivo.

    E já nos vidros da eternidade
    Cai meu calor, meu respirado.

    Nela se grava um desenho para sempre,

    Irreconhecível de tão recente.

    Escorra do momento a água turva -
    O desenho amado não esbate à chuva.


    CURIOSIDADES DA LÍNGUA RUSSA - PROF.ANTÔNIA D'ARC LÉVY DE QUEIROZ

    A professora Antônia D'Arc é uma amiga muito querida, engenheira de Minas que atuou na área, até se aposentar como cientista do Cetec; acima de tudo, Antônia D'Arc é uma mestra e uma conhecedora exemplar da língua e da cultura russa. Estudou Letras em Moscou, ainda na época da URSS, fez doutorado na Sorbonne, se especializando na literatura de Dostoievski, sendo tradutora juramentada de russo, além de prof. de francês e exímia pianista. Uma mulher de vários talentos e é dela o texto aqui postado, que tem tudo a ver com o objetivo e o espírito deste blog, que é a divulgação da Rússia, de sua cultura e seu povo. Ao texto da prof. Antônia, acrescentei algumas fotos, mais para fins ilustrativos.
    "A língua russa é a língua materna de quase 200 milhões de russos que habitam a República Russa, sendo compreendida e falada em graus diversos em quase todas as quinze repúblicas asiáticas e européias que constituíram a extinta União Soviética.
    Pouco difundida em nosso país, seu domínio, entretanto, nos abre as portas para uma intimidade maior, mais profunda, com um dos acervos mais ricos do patrimônio cultural da humanidade, que são as letras, as artes cênicas, as conquistas científicas e tecnológicas da Rússia, que há décadas revolucionaram o mundo, quando do alto do cosmos o astronauta Yuri Gagarin, poeticamente, nos comunicava que a terra era azul.

    A cultura russa demorou muito para ser conhecida na Europa; só depois que os soldados de Alexandre, batendo Napoleão, levaram o inimigo derrotado até dentro de Paris, obrigando o Senado a destroná-lo e bani-lo.
    fonte foto: wikipedia.ru
    Foi aí que se iniciou na França e, em seguida, em toda a Europa, um maior interesse pela cultura russa, acentuado por uma febre de traduções de seus escritores, um modismo de Rússia, com a adoção pelas famílias, de ícones nos cantos das paredes, de nomes próprios russos e, até mesmo, de vocábulos tais como bistrô (em russo = rápido). Na Suécia, Alemanha, França, traduziam-se os livros dos grandes escritores russos, como Dostoievskii, Turguenev, Tolstoi, Gogol...


    As origens da cultura russa coincidem com a conversão ao cristianismo dos povos eslavos do oriente, no século X, sendo seu curso influenciado fortemente pela cultura bizantina de muitos séculos.


    O fundamento da nação russa é formado pela mescla de eslavos, povos que nos primeiros séculos da nossa era abandonaram seus lares primitivos (região norte dos Cárpatos, entre os rios Vístula e Dniepr) e vieram se fixar nas zonas arborizadas da planície russa, misturando-se aos fineses, tribos pacíficas, originárias do nordeste europeu, com os quais passaram a constituir uma só massa etnográfica e social, fundindo, inclusive, suas próprias crenças mitológicas. Estas tribos, sob influência de Bizâncio, começaram a se converter ao cristianismo, processo apressado pela organização das tribos eslavas sob a influência dos escandinavos, os Russ, povos normandos. os russos guerrearam e expulsaram os normandos de seu território e se sentiram incapazes de se governarem por si (isto de acordo com uma antiga lenda). Eles convidaram, então, os russ para governa-los. E o príncipe Riurik se tornou, então, o fundador da dinastia russa. Ao longo dos grandes rios foram surgindo cidades e o nome escandinavo Russ foi se estendendo aos poucos a todos os eslavos do leste, que em virtude da vastidão do território, vieram mais tarde a se dividir em três grupos: os russos brancos, vizinhos da Polônia (região joje intitulada Bielorússia), a pequena Rússia ou ucrânia, nas férteis planícies de Kiev, e a grande Rússia, em direção às florestas do extremo norte.


    Por volta de 980, Vladimir - o príncipe de Kiev (*)- compreendendo que aquela situação de barbarismo em que viviam era uma barreira entre seu país e o resto da Europa, resolveu se converter a um culto religioso, bucando, assim, atender a interesses políticos, culturais e econômicos. Todos os cultos religiosos de outros países queriam atrair Vladimir para sua fé; ele, no entanto, optou pelo rito oriental do culto grego. E assim foi que, também forçado pelo seu casamento com a princesa Ana, irmã do imperador Constantino, ele se converteu ao cristianismo ortodoxo, religião predominante na Rússia até os dias atuais. foi assimilando-lhes os padrões que deu aos russos o instrumento que iria lhes servir para expressar sua nova vida: a língua escrita.
    Vladimir
    A história da escrita nasceu quando os eslavos da Morávia, hoje região tcheca, querendo se converter ao cristianismo, pediram, através de seu príncipe Rostilav, apóstolos de Bizâncio, que lhes enviou dois irmãos: Cirilo e Metódio. Lingüistas notáveis, criaram um alfabeto a fim de poderem traduzir textos sagrados, que embora complicado, representava com precisão os sons eslavos. Mais tarde, após a morte de Cirilo e Metódio, procederam, na Bulgária, outro Estado eslavo, a algumas modificações no alfabeto e o batizaram de "cirílico", que passou à Rússia, onde sofreu diversas modificações no transcorrer do tempo. Hei-lo:
    alfabeto russo - РУССКИЙ АЛФАБИТ
    А Б Г Д Ж З Е И Й К Л М Н О П Р С Т У Ф Х Ы Ц Я Ш Щ Ю
    Algumas palavras russas que você vai precisar se um dia visitar a Rússia:

    Cirilo e Metódio

    • Спасибо = obrigado/a - pronúncia: spaciba (o povo russo é muito educado)
    • Пожалуйста = de nada; por favor (pronúncia: pajaluista)
    • Боже мой = ьmeu Deus (o russo é super religioso, nem 80 anos de comunismo acabaram com a fé que eles têm em Deus) pronúncia: Boje mói
    • Как вас зовут = como você se chama (pronúncia: kak vas zavut


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    (*) para saber mais deste período histórico ver post deste blog: http://russiashow.blogspot.com/search/label/DIRIGENTES%20RUSSOS

    sábado, 4 de setembro de 2010

    ALICE NO PAÍS DA LINGUAGEM - MARINA YAGUELLO (Novos links)

    O livro é de uma filólogo francêsa moderna - Marina Jagiello - Alice no idioma e " é dirigido a todos que querem, de alguma forma, aperfeiçoar sua linguagem. Destinao ao pessoal de nível mais avançado.



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    www.russiashow.blogspot.coms