quinta-feira, 26 de agosto de 2010

ESTUDE NA RÚSSIA - UNIVERSIDADE DE VORONEJ


Já andei indicando outras universidades russas para o leitor deste blog. Hoje chegou a vez de Voronej, uma das melhores e mais importantes instituições da Rússia Central, que tem por objetivo preparar profissionais de alta qualidade, competitivos, prontos para o mercado de trabalho. Possui 9 faculdades e 60 especialidades, na área de Humanas, exatas,economia,gestão e tecnologia.

E, importante para quem quer estudar russo na Rússia: a Universidade de Varonej mantém cursos do idioma para estrangeiros.
Telefones e endereços para contatos:

Direção:V.Y.Koprov
Адрес: 394000, . Voronezh, Rua F.Engels, n.. 8а, kab.26
Fone: (0732) 53–01–33
fax: (0732) 53–01–33
E-mail: rld@interedu.vsu.ru
ou ainda:
http://www.edurussian.com Study
in Russia
Deixo vocês com algumas fotos da cidade, bonita e de aparência super agradável. A população da cidade deve estar em torno de 900.000 habitantes. Ela é o centro administrativo de uma região homônima, sendo, também, um centro histórico.A primeira notícia que se tem de oronej ata de 1571, idade próxima à do Brasil.Uma das coisas que dá à esta cidade um aspecto prazeiroso é o fato de ser  cortada pelo famoso Rio Don..Além de tudo isto, Voronej é um memorial ambulante, já que foi o berço de ilustres figuras da cultura russa, a exemplo do escritor Ivan Bunin, do poeta Alexey Kol'tsov, do poeta S.Y.Marchak, entre outros.













 






























































CONTOS DE PETERSBURGO: NIKOLAI GÓGOL

Sob o título "Novelas de Petersburgo" se incluem cinco novelas de Gógol: Av. Nievski, O Retrato, Diário de um louco, O nariz e O capote.O que as une é um traço em comum - a capital artificial do império russo, tão celebrada por Puchkin e tão criticada por Gógol, que vê na cidade nada mais do que um lugar de sofrimento, privação e alienação. Para ele, Petersburgo é quase que uma maldição: a cidade que desafiou as forças da natureza e cuja construção soterrou centenas de vidas.

Cada uma das novelas inseridas sob este título representa uma privação: em Avenida Nievski vê-se a privação do sonho; em Diário de Um Louco - a privação da proteção social; em O Nariz nota-se a privação do próprio corpo; O Retrato mostra a privação do talento e, finalizando, a privação do sentido da vida em O Capote. Tudo isto devido à cidade, que sufoca e priva seus habitantes do essencial para a vida.
"Tudo respira impostura, ela mente o tempo todo, esta Avenida Nievski, sobretudo quando a noite sobre ela se abate em massa compacta e acusa o amarelado pálido das fachadas, quando toda a cidade se transforma em relâmpagos e trovão, quando milhares de carruagens rangem sobre as pontes, quando os cocheiros urram sobre seus cavalos a galope, quando o próprio demônio acende as lâmpadas, somente para fazer ver as coisas como elas são"
(trecho de Avenida Nievski)
A edição em português, saiu com o nome de "Contos de São Petersburgo". Em tradução direta do russo, por Nina e Filipe Guerra, a edição da Biblioteca Editores Independentes acrescentou às cinco novelas citadas, o conto "A Caleche".

Todos estes contos estão impregnados de sátira e humor, marca registrada de Gogol. A crítica russa da época de Gógol reagiu indignada contra estes contos:
"Como pessoas refinadas puderam encontrar interesse em narrativas caricatas dos aspectos mais sujos da vida de porteiros, lacaios, cocheiros, cozinheiros, comerciários, notívagos irresponsáveis e mulheres ridiculamente enfeitadas?"(S.Volkov - Petersburgo, uma história cultural)
Mas houve, também, críticas muito favoráveis ao autor e seu tema. Uma delas, para mim a de maior peso, saiu de Fiodor Dostoievski, que declarou
"Nós todos saímos de O capote".
Já à anna Akhmátova não agradava em nada esta visão tão terrível de Gógol a respeito de sua amada Petersburgo: o palco da bacanal de entes diabólicos, hostis, cujo chão, sempre movediço (a cidade foi construída em um pântano), ameaçava engolir os prédios majestosos, as repartições públicas e sua multidão de funcionários medíocres. É isto que o leitor vai perceber em Novelas de São petersburgo. Vai notar, também, que sua temática a respeito da burocracia e do funcionalismo público é sempre atual e independe de posição geográfica.

Finalizo com meu protesto contra as editoras brasileiras, por não lançarem o resto da obra de Gogol. Falta muita coisa sua ainda para editar no Brasil, o que é injusto para com o leitor daqui, que fica privado de conhecer muito conto e novela excelente.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

LIVRO RECOMENDADO: OS ESCOMBROS E O MITO(BORIS SCHNAIDERMAN)





















A cultura russa é tão rica (e sua literatura, em especial), que quanto mais procuro conhece-la, mais percebo que ainda falta muito para apreender a seu respeito. o que justifica minha busca incessante por material, aí incluindo sites, livros e outros recursos disponíveis tanto em lojas daqui, da Rússia, como na internet.
Nesta busca, encontrei o livro "Os Escombros e O Mito", do já muito citado neste blog Prof. Boris Schnaiderman. Nele, o prof. Schnaierman reflete sobre a cultura russa após

"o turbilhão e a reviravolta que tornaram mundialmente famosas palavras como glasnost e pierestróika".

Eis a questão central da obra:
"como analisar a produção poética e crítica de uma literatura que, elevada à vanguarda das criações humanas universais desde o século XIX com as obras de Dostoievski e Tolstoi, Maiakóvski e Bakhtin, entre tantos outros, de repente vê o desmoronar da União Soviética e o fim de certa utopia revolucionária? Boris Schnaiderman enfrenta o desafio da nova cena histórica em suas várias implicações culturais. Para isso, reúne seu vasto conhecimento crítico e literário sobre a modernidade russa, com uma pesquisa das mais atualizadas sobre os rumos e tendências de hoje".
E Schneiderman fala tudo e de tudo, com a autoridade de um soviético: ele é ucraniano, nascido no ano zero da Revolução, exatamente em 1917;veio para o Brasil aos oito anos de idade, tornando-se, mais tarde, professor de língua e cultura russa na USP e a maior autoridade do assunto por aqui.
O autor "disseca", por assim dizer, todo o processo cultural da glasnost, dando aos ocidentais uma visão mais profunda dos bastidores deste processo:

"É importante frisar que a glasnost iniciada em 1985 não surgiu de repente, nem baixou apenas da cabeça de Gorbatchóv. Se a Rússia passou, mesmo em períodos de realizações espetaculares, por um esmagamento brutal da cultura, houve formas subterrâneas de manifestação, e elas acabavam vindo à tona sempre que havia algum tipo de abrandamento".
Sobre a imprensa, sempre alvo da censura e da falta de liberdade em regimes ditatoriais, ele escreve:

"Uma das características da imprensa da glasnost foi o empenho com que ela se se lançou à tarefa de mostrar as mazelas da vida soviética.
Realmente, impensável, para nós que já vivemos regime de excessão, pensar na imprensa soviética denunciando injustiças, contradizendo planos quinquenais, botando os podres do regime p'ra fora....E Schneiderman vai mostrando, neste livro, tudo isto e muito mais: o que o regime fez com grandes escritores e intelectuais, calando mesmo os que não eram envolvidos em nenhuma atividade política e as seqüelas neles deixadas por retaliações injustas, como tudo isto afetava a produção cultural do país. E estas seqüelas atingiram grandes nomes, como Ossip Mandelstam, Bulgakov, Ana Akhmátova, entre outros.

Enfim, Boris Schnaiderman vai apontando todo o processo de asfixia cultural da União Soviética, ilustrando sua narrativa com fatos curiosos e interessantes, que prendem a atenção do leitor que fica, a cada página, mais e mais preso à leitura.

Schneiderman aponta, ainda, para uma literatura rica e complexa no período pós 1917 , mesmo com todo o processo, acima citado, de asfixia cultural. A partir de 1985, o público soviético conviveu com uma ressurreição de autores colocados "fora de circulação" pelo regime. Exemplo disto foi Andrei Bieli, um dos meus autores favoritos, que se tornou famoso em seu país justamente a partir da glasnost. Dele posso citar o romance Petersburgo, Moscou (este, que eu saiba, nunca editado no Brasil, assim como "O pombo de prata"e "Sinfonias", também de sua autoria).

Neste mesmo período, foi, também, lançado na Rússia, , o romance "Os Filhos da Rua Arbat", de Anatoli Ribakov, conhecido como "o livro da perestroika".

A fim de não me estender demais neste post, finalizo com a afirmação de que o livro do prof. Schneiderman é, entre outras coisas, um roteiro de obras obrigatórias para leitura. Muitos dos autores e livros citados por ele eu desconhecia. Assim sendo, fica esta dica, e mais do que dica, esta recomendação de leitura de "Os escombros e o Mito". O amante da cultura russa e, em particular, da literatura russa, vai terminar a leitura da obra agradecido a Boris Schneiderman por compartilhar com o leitor seu vasto conhecimento e suas observações esclarecedoras.

(Editado pela Cia. das Letras, 305 páginas)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

FILME: A ÚLTIMA ESTAÇÃO(legendas em português)


Filme baseado no livro homônimo, de Jay Parini, sobre os momentos finais da vida do grande escritor russo Liev Tolstoi. O livro não se trata de uma biografia, propriamente dita, deste que é meu escritor favorito: trata-se de um romance histórico, que procura retratar os momentos finais da vida de Tolstoi, um homem dividido entre suas teorias humanísticas e sua realidade de vida, uma vida totalmente oposta a tudo o que ele pregava, o que o deixava extremamente insatisfeito.

Como o próprio gênero literário desta obra já indica - romance, trata-se de um misto entre ficção e realidade, não devendo ser tomado, em momento algum, como algo de valor biográfico e incontestável. Bonito romance, porque bonita foi a vida e o pensamento de Liev Nikolaievitch.

Quanto ao filme, ainda não assisti: estou acabando de baixa-lo, só podendo opinar a respeito do livro. Sob a direção de Michael Hoffman, tem em seu elenco a presença de Helen Mirren, Christopher Plummer e Paul Giamatti..


segunda-feira, 23 de agosto de 2010

BAIXAR FILME: AS DOZE CADEIRAS (VERSÕES CUBANA, RUSSA E AMERICANA DA OBRA DE ILF E PETROV)


Já comentei, em outros posts, sobre a obra de Ilf e Petrov, com destaque para "As Doze Cadeiras", obra prima da literatura russa contemporânea.Hoje posto três filmes rodados, em países diferentes, com base neste livro: o filme russo de 1971, intitulado 12 stuliev, o similar cubano - 12 Silas e o americano - Bamzé na Rússia 12 Chairs. Esta é a prova mais contundente da excelência da obra de Ilf e Petrov, imortal, como imortais são  os outros escritores russos que antecederam esta dupla.

A versão americana, dirigida por Mel Brooks,  foi rodado em 1970. Do elenco participam  Ron Moody, Frank Langella e Dom de Luise.Este filme, conforme a Sonia informa em seu blog, foi censurado pela ditadura militar brasileira, só sendo possível encontra-lo via internet.


O download do filme AVI, legendado , você pode fazer no blog  SoniaSSRJ:


http://soniassrj.blogspot.com/2010/03/banze-na-russia-twelve-chairs-1970.html


O Filme  cubano é o mais antigo: de 1962. Teve como diretor Tomaz Gutiérrez Alea e, no elenco, os atores Reinaldo Miravalles, Enrique Santisteva e Adriano Domingues.

A base do filme é o livro dos russos Ilf e Petrov, com algumas adaptações: na película cubana, 
os personagens vivem em Cuba. Vobyaninovfoi batizado, latinamente, de  "Don Hipólito e foge da revolução castrista, emigrando para os EUA, mas retornando secretamente à Cuba, a fim de buscar as jóias escondidas em antigos móveis. Ele é auxiliado, em suas buscas, por um antigo criado, a quem ele promete metade do "produto".A correria por museus, arquivos, etc, é a mesma do livro.As aventuras do "grande maquinador" não sofrem muita alteração, até acharem as cadeiras, que não continham tesouro nenhum. 
As mudanças feitas não tiram o prazer da história, sendo, muitas vezes, adaptações necessárias à uma cultura diversa da cultura russa e a um momento conjuntural distinto do contexto da revolução cubana em relação à bolchevique, que vivia um período de relativa abertura  proporcionada pela política da NEP (Nova Política Econômica).

DOWNLOAD:
(sem legendas)



Parte 3


Parte 4

fonte:kinozal.tv
Por fim, a filmagem soviética, com direção  de Leonid Gaidai, com certeza a mais fiel ao livro e a que mais prazer me causou (sem legendas, infelizmente, só servindo à turma que fala ou estuda a língua russa):

Estrelando:
Archil  Gomiachivili, ,  SerСергей Philippov, Mikhail Pugovkin, NatalyaKrachkovskaya,Natalya Vorobyeva, Glipikerya Bogdanova-Tcheskokova, NinGrebechkova, Yuri Nikulin, Natalya Valrei, Klara Rumynova.

DOWNLOAD
http://rapidshare.com/files/165879166/12_chairs-part1.part1.rar 


SENHA: 


Igrushka

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www.russiashow.blogspot.coms