quarta-feira, 7 de abril de 2010

DOSTOIEVSKI: Curiosidades, fotos, obra e e-books




(trad.: Fiodor Dostoevski - grande escritor russo)

Dostoievski não foi apenas o maior escritor russo de todos os tempos: ele é o maior escritor da literatura universal. Ninguém, como ele, escreveu melhor sobre a psicologia dos seus personagens, ninguém, tão bem quanto ele, analisou os estados patológicos dos criminosos. Ele foi um profundo conhecedor da alma humana, talvez devido aos inúmeros problemas que carregava consigo! Talvez seja por esta sua capacidade tão latente, que Freud tenha considerado "Os Irmãos Karamazov" como o maior romance de todos os tempos. Freud também analisou a personalidade do escritor, escrevendo um vasto artigo a respeito. Mas sobre este assunto e a biografia do autor existem muitos livros publicados, sendo os melhores de todos os que foram escritos por Joseph Frank (Ediusp) e indicados no final deste post, que não tem maiores pretensões do que dar uma leve pincelada no assunto, mostrar algumas fotos que estão no Museu Dostoievski de São Petersburgo e fornecer a lista de seus livros, bem como alguns e-books.

Abaixo, o "Memorial Literário Fiodor M. Dostoievski", em São Peterburgo. Tive a felicidade de ficar no Hotel Dostoievski, pertinho daí, podendo ir sempre fazer meus passeios no local onde ele viveu.















A vida de Fiodor Mikhailovich Dostoievski foi intimamente ligada a São Petersburg. Em 1837. ele se muda de Moscou para a então capital do Império Russo, cujas ruas e casas passarão a integrar sua obra. Em S.Petersburgo ele chegou a morar em mais de 20 endereços, mas um deles, em especial, se tornou a sede do Museu de Dostoievski. Situada no encontro do beco Kuznechni com a rua que atualmente recebe o nome do escritor - Rua Dostoievski, Dostoievski nesta casa se instalou com sua família em 1878 e nela viveu até sua morte em 1881. Seu último livro, "Os Irmãos Karamazov" - foi escrito neste endereço, que tive a chance de visitar quando da minha última estadia em São Petersburg. Incrível emoção eu senti ao visitar este local que abrigou uma das maiores paixões da minha vida, o Dostoievski! Parece que a casa ficou impregnada com a energia deste autor. Como meu hotel - Hotel Dostoievski, ficava a uma quadra do Museu, eu aproveitava para visita-la com frequência. Nesta casa ele costumava receber muitos escritores seus contemporâneos e isto fazia minha imaginação voar para aquela época! Uma casa de arquitetura completamente comum, que não se difere em nada deoutras casas comuns da cidade,mas que se tornou um atrativo enorme justamente por ter abrigado este gênio da literatura universal.
Mais algumas fotos do escritor:

Ф. М. Достоевский, 1861

em 1861

Ф. М. Достоевский, 1878
em 1878

Ф. М. Достоевский

Ф. М. Достоевский, 1880 г

em 1880

Ф. М. Достоевский, Литвинова О. А.
pintura do escritor
O.A.Litvinova

Достоевский в форме унтер-офицера, 1858

Dostoiveski em uniforme
de sargento, 1858

A imagem “http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f8/Annagrigdost.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
Anna, sua segunda esposa

A imagem “http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/67/Dostchildren.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
Anna e os filhos

A imagem “http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/82/Valikhanov.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

Valikhanov e o escritor

E para quem quiser dar uma chegadinha lá para conferir tudo de perto, aí vai uma boa opção de hotel: o Dostoievski...Basta clicar e conferir...
Отель Достоевский

Отель ДостоевскийEnglishОтель ДостоевскийРусский


Отель Достоевский



OBRA DE DOSTOIEVSKI

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LUIZ FELIPE PONDE
Livros - Dostoiévski: os Efeitos da Libertação (1860 - 1865)
JOSEPH FRANK
EDUSP
As transformações na obra de Dostoiévski, após seu longo período de prisão, são o objeto de estudo de Joseph Frank neste volume que cobre a vida do escritor russo entre 1860 e 1865. Ao servir-se de...
Clique aqui e veja mais detalhes.

Livros - Dostoiévski: os Anos Milagrosos (1865 - 1871)
JOSEPH FRANK
EDUSP
Os Anos Milagrosos narram um dos mais importantes momentos da existência e da criação literária de Dostoiévski. Neste penúltimo volume da monumental biografia escrita por Joseph frank, o gênio de D...
Clique aqui e veja mais detalhes.



Livros - Manto do Profeta, O
JOSEPH FRANK & GERALDO GERSON SOUZA
EDUSP

Este é o quinto e último volume da biografia de Dostoiévski escrita por Joseph Frank, que analisa seus últimos dez anos de vida e seus escritos finais, entre eles Os Demônios, ...
Clique aqui e veja mais detalhes.



Finalizando, voce pode baixar e-books de Fiodor Dostoievski no site a seguir:
www.4shared.com/dostoievski


Boa leitura!

PASSEANDO PELA RÚSSIA COM TCHEKHOV: DE TAGANROG A MELIKHOVO

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Slideshow feito com as fotos de minha visita à propriedade do escritor,
em Melihovo, Rússia - 2006




Anton Tchekhov, autor de "Tio Vania", "A Dama e o Cachorrinho"e outras tantas obras primas da literatura universal, nasceu na Rússia, em 1860, mais específicamente em Taganrog, distrito de Rostov, situada no Mar de Azov por Pedro, o Grande, em 1698.
Abaixo, a foto da casa onde ele nasceu, hoje transformada em Museu (Museu Casa de Tchekhov):



Taganrog foi a primeira tentativa de Pedro, O Grande no sentido de "abrir uma janela para a Europa", tentativa esta que só se concretizou com a criação de São Petersburgo.
Você pode ver mais fotos da cidade nos endereços a seguir:
http://taganr0g.ru/category/gorod-taganrog/
http://www.kurort-taganrog.ru/0714819846

Parece que nesta cidade tudo lembra Tchekhov, pois aqui veveram seus antepassados, aqui ele nasceu, viveu por muitos anos e tudo ficou muito bem conservado - coisa, aliás, muito natural em se tratando da Rússia: eles sabem preservar o Patrimônio Histórico!

Casa onde o escritor foi gerado e nasceu

cama onde foi gerado e nasceu o escritor

Sala de visitas super simples, mas que tem duas raridades,
ampliadas a seguir:
Retrato dos avós de Tchekhov
Antigo livro religioso, que passou de geração a geração
até chegar a Tchekhov
Escola ginasial onde Tchekhov estudou


Casa onde viveu dos 9 aos 14 anos, hoje também museu
Tchekhov veio de família muito humilde: seu avô era uma "alma, ou seja, um servo, que comprou a liberdade. Seus pais e o próprio Tchekhov, chegaram a passar intensas necessidades e privações e o escritor sentiu na pele o peso do preconceito social, por parte de professor e colegas. Mas, nem por isso deixou de estudar nos melhores colégios e de complementar sua educação com aulas de música e francês, até se formar em medicina.Em 1879 parte de mudança para Moscou.
 Faculdade de Medicina onde estudou
Em 1890, após a morte de um de seus irmãos, Tchekov decide partir para as ilhas Sakhalin, cujo aruipélago, com uma superfície de 16.600 km2, se compõe de 56 ilhas, local onde mora uma familia que adoro: de meu amigo Andrei, pai do "meu sobrinho russo" Aliôsha.
 em Sakhalin

fotos de Sakhalin no site a seguir:
http://www.sakhalin.ru/Photosketches/foto01.htm

Museu Tchekhov, em Sakhalin

Tchekhov permaneceu 5 meses na Ilha. Na casa retratada pela foto acima, ele escreveu o livro "Ilha de Sakhalin", após muito conviver com o povo local, chegando, mesmo, a trabalhar no censo. De lá parte para Vladivostok, onde fica por um mês. Cidade deliciosa, do "longinquo oriente russo", meu sonho de consumo....
http://media-cdn.tripadvisor.com/media/photo-s/00/18/a5/04/city-view-of-vladivostok.jpg

Vladivostok
Volta a Moscou, partindo - sem seguida, para Nizhnii Novogorod:
Finalmente, parte para os arredores de Moscou, mais especificamente para Melikhovo, onde fixa residência: eu estive lá, em julho de 2006. Que emoção indescritível senti em meio aos pertences do escritor. Conhecendo seu gabinete de trabalho, vendo suas roupas, seus livros, sua cozinha, enfim, tudo parecia ter a vida do escritor ainda presente.
Em sua propriedade de Melikhovo, Tchekhov mantinha uma escola, um ambulatório, onde atendia de graça os necessitados, um laboratório, onde manipulava remédio, a partir das ervas medicinais plantadas em sua propriedade.Sua última viagem foi para o Cemitério de Novodevichy, em 1904, quando faleceu vitimado por tuberculose.
http://ny-image2.etsy.com/il_430xN.9852758.jpg

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/48/Grave_of_Anton_Chekhov.jpg






















Tchekhov e Tolstoi



 


















Tchekhov e Olga Knipr, sua esposa (1901)















com a família na sua dacha em Yalta













dacha de Yalta, hoje também museu e memorial do escritor

PASSEIO VIRTUAL PELA RÚSSIA: UM PALIATIVO QUANDO SE ESTÁ DISTANTE DE LÁ...

Selecionei algumas das inúmeras imagens maravilhosas que só a Rússia pode oferecer, tentando proprorcionar ao leitor do blog um pequeno passeio virtual por este país mágico...HERMITAGE

ANARQUISTAS GRAÇAS A DEUS OU... NÃO SUSTENTE PARASITAS!

http://sefronia.net/ars-teopatica/images/bakunin.jpg


Não, este post não é para publicar nenhum e-book da Zelia Gattai, mas quem pensou isto, pensou com razão, pois este é o título do maior sucesso da dona Zélia. Entretanto, o post é dedicado às idéias do Bakunin, anarquista russo. O momento é mais do que oportuno, face o ano eleitoral no Brasil. Sou pelo voto nulo. Porquê? Deixo a resposta pro Raulzito(acima de tudo, grande pensador brasileiro do séc.XX)...:





Bakunin foi um grande pensador russo do século XIX. Oriundo de família muito rica, estudou filosofia em Berlim, viajou muito, conheceu Proudhon e Marx e participou, em 1848, da Revolução Proletária em Paris.Seu curriculum tem de tudo: prisão, pena de morte, insurreições, exílio na Sibéria, fugas, etc, etc, etc. Mas, mais interessante do que sua biografia, farta pela internet e nas melhores livrarias, são seus pensamentos, que o levaram a abominar toda espécie de estado e a ser o mais brilhante entre todos os anarquistas. Numa época quando a gente vê tanta violência, não só a nível individual, mas - principalmente, a violeência institucionalizada do Estado (EUA, Israel, guerras por petróleo, por poder econômico), a corrupção, da qual nosso país é, não só agora com o Lula mas desde há muitos anos (basta ver as privatizações fraudulentas do FHC, entre outras coisas), escândalos envolvendo o Estado do Vaticano, a miséria, a gente passa a se questionar pra que o Estado? Se ele não consegue melhorar a condição humana, fecha os olhos à violência interna e fomenta guerras e destruição, não tem mesmo sentido sua existência. Isto me faz rever o estudo de alguns brilhantes filósofos e meu recomeço é exatamente com Bakunin.

Coloco, neste post, suas principais idéias resumidas nas frases que ficaram mais famosas:

- É preciso que compreenda que não existe liberdade sem igualdade e que a realização da maior liberdade na mais perfeita igualdade de direito e de fato, política, econômica e social ao mesmo tempo, é a justiça.

- As pessoas vão à igreja pelos mesmos motivos que vão à taverna: para estupefazerem-se, para esquecerem-se de sua miséria, para imaginarem-se, de algum modo, livres e felizes."

"Não há nada tão estúpido como a inteligência orgulhosa de si mesma.

- Estamos convencidos de que o pior mal, tanto para a humanidade, quanto para a verdade e o progresso, é a Igreja. Poderia ser de outra forma? Pois não cabe à Igreja a tarefa de perverter as gerações mais novas e especialmente as mulheres? Não é ela que, através de seus dogmas, suas mentiras, sua estupidez e sua ignomínia tenta destruir o pensamento lógico e a ciência? Não é ela que ameaça a dignidade do homem, pervertendo suas idéias sobre o que é bom e o que é justo? Não é ela que transforma os vivos em cadáveres, despreza a liberdade e prega a eterna escravidão das massas em benefício dos tiranos e dos exploradores? Não é essa mesma Igreja implacável que procura perpetuar o reino das sombras, da ignorância, da pobreza e do crime? Se não quisermos que o progresso seja, em nosso século, um sonho mentiroso, devemos acabar com a Igreja.
- Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e pôr-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo.Quem duvida disso não conhece a natureza humana.
Para quem quiser ler mais a seu respeito, recomendo ler seus próprios livros, relacionados a seguir:
-O Império Knuto-Germânico e a Revolução Social
-A Comuna de Paris e a Noção de Estado
-Federalismo, Socialismo e Antiteologia
-Estado e Anarquia
-Deus e o Estado
-Textos Anarquistas
-Eslavismo e Anarquia
-Os enganadores: a política da Internacional
-A ciência e a questão vital da Revolução
-Escritos contra Marx
-Estatismo e anarquia
-Escritos de filosofia política
-A instrução integral
Sugiro, também, a leitura do livro "Os Demônios", de Dostoievski, baseado na tentativa revolucionária anarquista fracassada, liderada por um seu representate - Nietchayev, que - entre outros abusos, assassinou I.Ivanov, cunhado de Dostoievski, irmão de sua segunda mulher, Anna Grigorievna. Foi com base em Nietchayv que o autor de Os Demônios criou seu personagem Piotr Vierkhovienski. Além deste livro ser maravilhoso, apesar de reconhecidamente panfletário, ele dá uma noção de como as idéias de Bakunin, mal utilizadas, podem levar aos mesmos extremismos cometidos por Estados ditadoriais.
Файл:Older Nechayev.jpg
Netchayev

A POESIA SOVIÉTICA DE ANDREI VOZNESSENSKI


ODE AO FOFOQUEIRO

Eu louvo o buraco da fechadura.
Caluniadores -
viva!
Que todas as reputações, abaladas,
caiam
nas rangentes molas de uma cama!

Ah, os fofoqueiros! Ah, as suas histórias!
Adoro seus lábios soberanos,
seus ouvidos
que parecem vasos sanitários,
branquinhos e infalíveis.

As invencionices gorgolejam
no esgoto de suas orelhas:
o gato, na datcha do escritor,
comeu a pombinha do vizinho;
o sr. A foi apanhado em flagrante,
no canteiro de rabanetes, com a bailarina B...

Eu estava morando em Novosibirsk
e, de longe, vinham fofocas sobre você.
Como projeteis, os telefonemas
choviam sobre mim.
Como a um tenor mandam-se crisântemos,
a mim mandavam cartas anônimas.

Os interurbanos tocavam.
E vozes de baunilha adocicadas
contavam que você já tinha outro amante,
que seu admirador era ruivo e barrigudo,
que o cabelo dele queimava como o amor que tinha por você
e que, na palma de suas mãos, você se derretia toda.

Voltei.
Na rua Volkhonka,
havia negras estrias de neve derretida.
E tudo não passava de mentira,
não passava de culpa imaginária,
Embrulhada em seu casaco de pele,
você cheirava a neve e a primavera.

Natasha querida, se para alguma coisa
serviu a calúnia, foi para
confirmar sua inocência
e fazer
brilhar ainda mais forte
a sua luz!
A mentira deles serviu de garantia
do seu amor, da sua saudade...

Gritemos, querida, a plenos pulmões:
viva os caluniadores!
viva esses línguas soltas!
Mas por que, de repente, esse silêncio mortal?

Já não acusam, já não condenam.
E o telefone não toca mais...

"Andrei nasceu em Moscou e, ainda estudante, enviou alguns de seus textos a Boris Pasternak. Entusiasmado com seu talento, o autor de Dr. Jivago tornou-se seu amigo e protetor, conseguindo a plublicação de seus primeiros poemas. Assim como Ievtuchenko, Vozniessienski revelou ser um grande declamador e seus recitais eram muito concorridos.
Ficou, a partir de 1963, sob vigilância e foi proibido de publicar seus trabalhos e se apresentar em público. Apesar disto, seus poemas são, em geral, apolíticos, preferindo abordar temas como a arte, o desejo de liberdade e a força do espírito humano, numa moldura que, com frequencia, é satirica ou expõe uma visão surrealista da realidade."

Tanto os poemas, quanto a micro biografia, foram extraídos do livro " Poesia Soviética ", com seleção, tradução e notas de Lauro Machado Coelho. Para quem se interessar por cultura russa e/ou soviética, este livro é uma excelente pedida. Impecável, tanto na tradução quanto na escolha dos poemas, ele nos fornece uma visão bem ampla da literatura, mais especificamente, da poesia, no período em que a URSS existiu. Alguns dos poetas, para não falar a maioria, é desconhecido do público ocidental. Vale a pena conferir.
http://imagens.travessa.com.br/livro/GR/32/325da06b-8c2d-43cd-b2b8-ffc5b0d9cbc8.jpg
à venda em todas as livrarias.

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