sexta-feira, 26 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
BALALAYKA: INSTRUMENTO DO FOLCLORE RUSSO
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12. LEARNING A SONG
13. SCALES
14. BASIC CHORDS | |
BALALAIKA LESSON 2. THUMB PIZZICATO

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RUSSIAN BALALAIKA. 12 VIDEO LESSONS
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Agora, alguns videos com este maravilhoso músico. Pra quem gosta de ouvir coisa boa, é imperdível:
E FINALIZANDO COM O TEMA DA MINHA FILHOTA:
O MÚSICO CEGO - VLADIMIR KOROLENKO
Mais um livro excelente que não foi publicado no Brasil. Se você quiser ler esta pérola da literatura russa, terá que ser em português de Portugal, país que nos oferece uma gama enorme de livros da literatura russa traduzidos para o nosso idioma. Digo da literatura russa por ser eu interessada diretamente nela, mas em Portugal você encontra traduções do mundo inteiro. Uma questão cultural. Muito diferente de nosso país. Agora que a Editora 34 vem apresentando excelentes traduções diretas do russo. Mas ainda falta muito! Vida longa ao professor Boris Schneiderman, assim teremos excelentes traduções pela frente.
Mas voltando ao objeto do post, quando digo que "O Músico Cego" é uma pérola da literatura russa, devo deixar bem explicado que ele assim é considerado por ter sido escrito em russo, mas seu autor, Vladimir Korolenko, é ucraniano, nascido em julho de 1853 em Jitomir, Ucrânia, aliás, terra natal de Adofo Bloch, tão conhecido de nós brasileiros.
casa museu de Korolenko em Jitómir
Korolenko, desde sua juventude, se envolveu em questões políticas, o que le valeu a expulsão da Academia Agrícola Petrovski, em Moscou, sendo deportado para a Sibéria, em 1879, por sua participação no movimento narodnichestvo, formado pela intelligentsia russa, que pregava um socialismo agrário e que fracassou. Em 1885 recebeu o indulto, mas ficou proíbido de morar em Moscou ou em Petersburgo. Foi, então, morar às margens do rio Volga, na cidade de Nizhni Novgorod.
casa do autor em Nizhni Novgorod
Sua obra não é extensa, mas chegou a ser comparado a Liev Tolstoi, muito embora eu não tenha achado traços daquele em "O Músico Cego". Mas um livro apenas é muito pouco para eu tirar alguma conclusão. Apenas posso afirmar que, de minha parte, este livro nada tem a ver com a obra de Tolstoi, a meu ver, um escritor incomparável (a não ser que a comparação seja feita com Dostoievski).
Outros de seus livros que podem ser encontrados por estas bandas, mas apenas em sebos, são: A árvore do medo, O Ruído do Bosque, Em má Companhia, O Dia do Juízo.
Quanto à novela "O Músico Cego", para mim, foi uma lição de vida. É a história da superação, da descoberta de um objetivo na vida para ir adiante, tendo como pano de fundo a Ucrânia e a Rússia. Com muita força e ternura, Korolenko nos lega uma pedagogia incrível, que deveria ser aplicada a todos, e não somente aos portadores de deficiência visual. Na figura do "tio Maxim", ele repassa uma busca incessante pela maneira mais correta de conduzir a educação do cego, pedagogia esta repleta de coragem e amor, ensinando a enfrentar as dificuldades e obstáculos sem fuga. Incrível mesmo. Uma pedagogia que é um verdadeiro mergulho na alma humana, como deveria ser sempre, em qualquer circunstância, levando em consideração as particularidades de cada um.
Já vi, na internet russa, crítica de uma cega a respeito do livro, alegando ser o autor ingênuo, ao retratar o cego como sendo deprimido, triste,ou então, onisciente, aquele que tudo conhece através de sua sensiblidade de cego. O cego, assim como todos nós, tem seus momentos de alegria e de tristeza. Como existem, também, cegos que desenvolveram mais ou menos um "sentido especial", por assim dizer. Acredito, no entanto, que o autor não tentou generalizar a cegueira, mas retratou um caso em especial: o de seu personagem.
Já vi, na internet russa, crítica de uma cega a respeito do livro, alegando ser o autor ingênuo, ao retratar o cego como sendo deprimido, triste,ou então, onisciente, aquele que tudo conhece através de sua sensiblidade de cego. O cego, assim como todos nós, tem seus momentos de alegria e de tristeza. Como existem, também, cegos que desenvolveram mais ou menos um "sentido especial", por assim dizer. Acredito, no entanto, que o autor não tentou generalizar a cegueira, mas retratou um caso em especial: o de seu personagem.
Leitura recomendada, prazer assegurado.
"A criança cega possuía uma alma humana, completa e normal, rica de
todas as suas particulares características; e como toda a particularidade
traz em si mesma o desejo da mais plena realização, a alma sombria do
pequenito era habitada por uma aspiração insaciável de claridade".
O Músico Cego
de Vladimir Korolenko
OBS: SE VOCÊ CONHECE O IDIOMA RUSSO, AÍ VAI UM BLOG COM UM LINK PARA O AUDIO LIVRO "O MÚSICO CEGO": todas as suas particulares características; e como toda a particularidade
traz em si mesma o desejo da mais plena realização, a alma sombria do
pequenito era habitada por uma aspiração insaciável de claridade".
O Músico Cego
de Vladimir Korolenko
http://bibe.ru/slepoy-muzyikant/
E OUTRO LINK PARA A PÁGINA DOS LIVROS VIRTUAIS DO AUTOR NA LIB.RU:
http://www.lib.ru/RUSSLIT/KOROLENKO/slepmuz.txt
quinta-feira, 18 de março de 2010
FESTIVAL DE DANÇAS FOLCLÓRICAS RUSSAS É AQUI!
O folclore russo é muito rico e muito antigo, provavelmente nascido lá pelo século VII e, assim como ocorre na literatura russa, o seu folclore retrata a alma de seu povo: um povo alegre, festeiro, sonhador e cheio de entusiasmo pela vida. Ao mesmo tempo, melancólico.
O russo adora cantar. Assim como ama declamar uma poesia a qualquer oportunidade que surja. E quando declamam poesia, ela fica tão linda e sonora que é impossível ao estrangeiro que fala russo dar a mesma entonação. Em relação à música, já tive oportunidade de conviver com muitos russos (graças a Deus, já que este é um povo maravilhoso!) e de trabalhar com eles. Enquanto no trabalho são super sérios, findo o trabalho, no caminho de casa a música rola solta dentro do carro. É uma alegria contagiante.
Assistir a um espetáculo de dança folclórica, na Rússia, como eu tive a felicidade de assistir, é mais impactante do que ir ao Ballet Bolshoi, pois voce sente mais que está neste país fantástico. As fotos que fiz são as vistas aqui.
Como disse o Jaguar, em seu blog: "muitas destas canções são baseadas em escalas modais bizantinas, e são freqüentemente acompanhadas pela balalaika, a domra, ou o bayan. A domra é toca com um plectro, e soa como um instrumento intermediário entre a balalaika e o mandolim. O bayan é o equivalente russo do acordeão, e seu som empresta à música russa um tom introspectivo e melancólico."
A Kalinka é uma das mais conhecidas e cantadas músicas folcloricas russas.
Foi escrita e composta em 1860 pelo compositor Ivan Petrovich Larionov e representada pela primeira vez em Saratov, sendo posteriormente popularizada por um grupo coral ao qual tinha sido cedida pelo compositor.
Vamos ao show?Agora basta curtir.
Primerio, uma versão bem clássica de Kalinka, ao som do Coral do Exército Vermelho.
Assistir a um espetáculo de dança folclórica, na Rússia, como eu tive a felicidade de assistir, é mais impactante do que ir ao Ballet Bolshoi, pois voce sente mais que está neste país fantástico. As fotos que fiz são as vistas aqui.
Como disse o Jaguar, em seu blog: "muitas destas canções são baseadas em escalas modais bizantinas, e são freqüentemente acompanhadas pela balalaika, a domra, ou o bayan. A domra é toca com um plectro, e soa como um instrumento intermediário entre a balalaika e o mandolim. O bayan é o equivalente russo do acordeão, e seu som empresta à música russa um tom introspectivo e melancólico."
A Kalinka é uma das mais conhecidas e cantadas músicas folcloricas russas.
Foi escrita e composta em 1860 pelo compositor Ivan Petrovich Larionov e representada pela primeira vez em Saratov, sendo posteriormente popularizada por um grupo coral ao qual tinha sido cedida pelo compositor.
Vamos ao show?Agora basta curtir.
Primerio, uma versão bem clássica de Kalinka, ao som do Coral do Exército Vermelho.
Kazanka:
E mais ainda:
Noites de Moscou: quem nunca ouviu esta?
Esta é a MINHA MÚSICA: amo de paixão esta musica.Korobushka:
Esta é incrível, tem a participação do incrível Nikolai Bascov:
Vou parando por aqui, pois em se tratando de cultura russa não tenho limites: ficaria postando o dia inteiro. Só mais umazinha pra terminar:
Milu Duarte
quarta-feira, 17 de março de 2010
OBLOMOV (DE IVAN ALEXANDROVITCH GONTCHAROV)
Nem só de Dostoievski, Tolstoi, Puchkin e clássicos afins vive a literatura russa. Existem muitos outros - alguns contemporâneos dos clássicos conhecidos entre nós - como é o caso de Ivan A.Gontcharov, o autor em questão, e muitos outros, todos excelentes, mas parcialmente conhecidos ou até totalmente desconhecidos no Brasil.
Hoje inicio uma série de posts que visam apresentar ao leitor interessado alguns destes autores, que considero dignos de serem divulgados, dada a qualidade de sua obra.
Começo por Ivan Goncharov, autor de Oblamov.
LIVRO DISPONÍVEL NAS MELHORES LIVRARIAS
Eu li este livro quando, em virtude de um AVC, que apesar de não ter me deixado seqüelas, me deixou completamente deprimida, estava com síndrome de "poste":com medo da vida e, por que não, da morte, ficava o tempo todo parada, sem fazer nada e sem querer fazer nada, o que é pior. Ficava o dia todo recostada no sofá, lendo e pensando o que seria da minha vida dali pra frente. Foi quando me deparei, em um site, com um livro que me chamou a atenção, pelo simples fato de ser seu autor um russo. Comprei.
Sua leitura foi um choque; me vi refletida no personagem, o que colaborou para que eu saísse daquela situação. Dali para a frente lutei contra o meu "oblamovismo" inconsciente e sai daquele estado letárgico-deprimente. Claro que o livro não é milagroso, mas ele faz a gente refletir nesta preguiça depressiva, doentia; sei lá, ele serve de espelho e, ao me ver meio que refletida neste espelho, acordei para a vida.
Curiosamente, dias depois, uma amiga me enviou um e-mail com o seguinte link:
Neste link existe um artigo onde está relatado justamente o que eu pensava então:
por isso, livros têm sido utilizados no tratamento de várias doenças físicas e emocionais e, entre vários citados, está lá o Oblomov!
Mas quem escreveu este livro digno de um Dostoievski?
as obras de arte "são nosso espelho e, portanto, uma ferramenta para o auto-conhecimento";
Mas quem escreveu este livro digno de um Dostoievski?
Ivan Gontcharov foi o autor de Oblomov, escrito em 1847 e é uma pena que a edição brasileira, feita pela editora Germinal, seja tão precária, cheia de erros de ortografia, de falta de revisão e até mesmo erros de tradução. A editora nem coloca a fonte da tradução, que a meu ver deve ser francesa, já que palavras em russo terminadas em n são transliteradas com final em ne, como é o caso de barin (cavalheiro, nobre), transliterada para barine. Mas isto seria mera questão de frescura de minha parte se a revisão do texto não fosse péssima. No entanto, nada disto conseguiu tirar a excelência desta obra de Gontcharov.
Ivan Alexandrovitch Gontcharov escreveu poucos livros, mas significativos. Nascido às margens do Volga, filho de família de proprietários de terra(classe que ele satiriza no romance) no início do século XIX, especificamente em 1812, na cidade de Simbirsk (hoje Ylianovski):
foto da casa onde nasceu Goncharov, em Simbirsk,
hoje museu.
A seguir, fotos do Festival Oblomov, no memorial, em 2008, 2006 e 2009:
Salada propriedade do autor
Fotos atuais, sob o nome de Ylianovski
Igreja Ortodoxa
VER MAIS FOTOS ATUAIS DA CIDADE NO SITE A SEGUIR:
http://simbirsk.my1.ru/photo/4
FOTOS ANTIGAS:(clique e veja)
início do século XX
Ivan teve como primeira profissão o ofício de funcionário público, aliás, como retratam poucos escritos a seu respeito, foi um pacato funcionário público, inicialmente em sua terra natal e posteriormente em São Petersburgo, para onde se mudou.
Logo em seguida à sua chegada a S. Petersburgo, dedicou-se à atividade literária e nos vinte anos registrados desse exercício, escreveu apenas três romances: "Uma história trivial", "A Queda" e "Oblamov" (lê-se "Ablómav", palavra que em russo, junto com os neologismos "oblomovchina" e "oblomovismo", tem o significado de preguiçoso, apático, lento, passivo, vontade fraca e até de medíocre e é, neste romance, o nome de seu personagem principal. O autor usou uma tática muito utilizada por Gógol: adotar para seus personagens nomes que descrevam seu caráter: assim, Gogol em "Almas Mortas", criou o personagem "Sobakievitch", nome derivado de cachorro, demonstrando, assim, o caráter grosseiro e canino de tal personagem. Criou, ainda, a Korobotchka, uma mulher bitolada e estúpida, nome que significa caixinha, bem adequado a uma tal personagem.
Oblomov é um aristocrata decadente, inicialmente funcionário público (como o autor), cheio de indolência, de "oblomovchina"! Um deprimido. Deixou a vida no funcionalismo, ao contrário do autor que foi funcionário por toda sua vida.
Dentro de sua inércia, o deprimido Oblomov fica mofando em seu quarto, onde não recebe quase ninguém, à excessão de poucos e raros amigos. Vive fazendo planos que jamais se realizarão.
Com maestria, Gontcharov faz com que seu personagem caracterize a lentidão de costumes dos proprietários de terra da Rússia, no período imediatamente anterior à Revolução de Outubro, onde ainda predominava o trágico sistema de servidão.
Oblomov se questiona "até que ponto a vida vale a pena?", "até que ponto a ambição tem sentido", "o que é viver bem". Estas perguntas são ainda bem atuais...
Na sua deprimente apatia, ele se recusa a viver a sua própria história, até que um amigo alemão entra em cena, exercendo sobre ele uma influência forte. Entra em cena, também, a figura de Olga, que veio inserir a paixão no universo de Oblomov.
Oblomov e Olga
E este universo que chega a ser de paixão e apatia, de depressão, de lentidão, misto de vontade de rir e de chorar, faz a suntuosidade da obra de Goncharav, que recomendo a todos os amantes da boa literatura.
O livro virou filme, a ser postado, em ocasião propícia, neste blog.
O livro virou filme, a ser postado, em ocasião propícia, neste blog.
Finalizo com algumas fotos no link abaixo, onde se pode ver, respeitando-se a sequência das mesmas:
- O Governador de Ylianovski - S.I.Morozov, no festival de 2006;
- Um "clone" do Oblomov, no festival de 2007;
- O Baile de Oblomov, em 2009;
- Uma cena do festival de 2006;
- Foto do festival de 2008;
- Foto do festival de 2009;
- terminando com a foto "propriedade de Oblomov", no festival de 2007.
- O Governador de Ylianovski - S.I.Morozov, no festival de 2006;
- Um "clone" do Oblomov, no festival de 2007;
- O Baile de Oblomov, em 2009;
- Uma cena do festival de 2006;
- Foto do festival de 2008;
- Foto do festival de 2009;
- terminando com a foto "propriedade de Oblomov", no festival de 2007.
http://www.uokm.ru/goncharov-oblomov.php
Fonte: fragmento da exposição do último ano de vida de Goncharov
site do museu: http://www.uokm.ru/goncharov7.php
veja o site do Museu Histórico-Literário Ivan Goncharov:
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