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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

O grande Cáucaso russo

O Cáucaso é uma região do leste europeu situada entre o mar Negro e o mar Cáspio, sendo uma fronteira entre Europa e Ásia.Nele fica a cordilheira de mesmo nome, de 1200 km. Os países que odividem são a Rússia, Geórgia, Armênia, Azerbaijão. Diferentes etnias, pertencentes à repúblicas independentes da Rússia e da antiga URSS, lá estão também, como é o caso da Tchtchenia.  Diferentes etnias - diferentes religiões...Tudo isto faz com que esta região seja, ao longo dos anos,palco de batalha entre os povos locais, só tendo tido paz durante a  curta vigência da URSS.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Uma Relíquia: Cartilha adotada na URSS em 1962



A presente cartilha, adotada na União soviética em 1962,  trás novas gravuras, em relação à utilizada anteriormente, e os retratos de Nikita Khrushchov e de Yuri Gagarin. Como antes, predomina a temática rural. Nesta cartilha virtual que ora disponibilizamos faltam as páginas 81 e 82. 

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

UM OLHAR SOBRE A MÚSICA SOVIÉTICA

Já me cansei de ouvir críticas por minha paixão pela cultura russa e, em particular, por adorar suas músicas, não só a clássica, mas a música russa de todos os estilos, indo da atuais às da era soviética. E é justamente aí o x do problema: os argumentos mais constantes que escuto é que as músicas soviéticas lembram canções marciais. Retruco: algumas, sim, mas qual o problema?Outras, nada tem a ver com este estilo. E é para falar da música soviética o post de hoje.

Não sou especialista em música: longe disto, sou mera e leiga apreciadora, o que não me impede de ter a pretensão de julgar conhecer um pouquinho da música dos velhos tempos soviéticos, muito influenciadas pelo
 "Realismo Socialista" - estilo artístico oficial da União Soviética entre as décadas de 30 e 60 do século passado, tendo sido adotado,  ideologicamente, como política de Estado para todas as esferas artísticas e de manifestações culturais. Prevaleceu, sobretudo, no período de Stalin, representando a tentativa de controle da produção artística pelo Partido Comunista, direcionando-a  para a propaganda: foi a revolução na arte, renovando-a, levando até ela a revolução cultural e estética, que influenciou gerações de músicos no século XX. Não só de artistas pop, mas Shostakovitch e Stravinsk também: eles foram forçados a uma adequação.

São típicas deste período canções patrióticas, enaltecendo a grandeza do país, suas riquezas e potenciais: este é, aliás, um traço bem típico legado pelo Realismo Soviético: a firme crença no progresso social, técnico e científico do país e a certeza do triunfo do socialismo, implícita em algumas de suas letras.

Outro tema bastante usual é a guerra , também, um tema constante do cinema da época e da literatura (mas a guerra não foi tema só da era soviética; o foi, também, dos tempos imperiais); isto porque o povo russo, realmente, sofreu muitas guerras e venceu outras tantas. Não teria como este elemento tão presente na sua vida, ficar fora da sua arte.

Quando o tema não é o patriotismo, tem-se músicas bem singelas e inocentes, no estilo das que nós ouvíamos na época da Jovem Guarda;isto devido a uma outra característica legada pelo realismo socialista: o recato e  a rejeição a abstrações e complexidades. Tudo com muita alegria, alegria  que servia, também, de propaganda ao regime: de maneira quase subliminar, te reporta ao regime que "dá alegria ao povo, que faz o povo feliz". Isto para não falarmos nas canções românticas, comuns em qualquer regime e em qualquer país. 

Neste período, surgiram grandes grupos vocais e instrumentais, designados VIA (Vokalno-Instrumentalny  Ansambl).  Um dos mais populares foi o Samotsvety, hoje na sua segunda geração. Neste blog você encontra, para baixar, seus álbuns.

O vídeo abaixo, do Samotsvety, é uma mostra deste estilo patriótico; o título já diz tudo: "Meu endereço é a União Soviética". No refrão, ele diz: "meu endereço não é uma casa, um número; meu endereço é a União Soviética"..."O país do cartaz 'avante'" e, ainda:"o país do trabalho canta".


Um exemplo deste tipo de música nos dá Oleg Gazmanov, embora sua carreira musical tenha se iniciado em 1981, ou seja,já nos últimos anos do regime. Suas letras são de um total patriotismo: música louvando oficiais russos, outra dedicada à Aeroflot, outra à Moscou, à Piter (São Petersburgo) e, até no pós URSS, fez a canção quase hino "Feito na URSS", que lista a série de fatores que fizeram daquele país uma potência (não se esquecendo do que existiu antes, tipo Glinka, Tolstoi, Dostoievski,Gagarin e Riurik). Outras de suas canções são, deliciosamente, românticas; outras, ainda, de uma ingenuidade extrema (passear com a garota, futebol, etc).Ressalto que este estilo não faz de Gazmanov um artista menor: sou sua fã número 1, adoro sua obra e sua voz.

Claro que existiram, também, os grandes compositores e intérpretes que fizeram maravilhas, sem se submeterem ao estilo oficial, como, por exemplo, Vladimir Vysotsky, que cantava muito sobre o alcoolismo, loucura, manias e obsessões (ele próprio sofreu, pouco antes de morrer, de alcoolismo). 

Acima, Vysotsky
Outros,  faziam um  sutil desafio às autoridades soviéticas, como é o caso de Bulat Okudzhava. Aliás, os bardos, em geral, não se enquadraram e o termo bardo passou a ser usado, no início dos anos 60, justamente para se referir  aos cantores e compositores que não se "adequavam" à "arte-propaganda". Mas estes, jamais foram reconhecidos pelas autoridades; os que "rezaram de acordo com a cartilha" foram super homenageados e premiados.

Okudzhava
O ponto mais positivo do período foi evitar a ocidentalização da música russa e soviética, a sua descaracterização via estilos e ritmos importados, o que passou a se dar, até certo ponto, a partir da "perestroika", em 85. Mas a música russa é resistente e, malgrado ritmos importados terem sido absorvidos por novos cantores e grupos, o estilo tradicional ainda persiste, com grandes nomes que estão sendo, inclusive, reverenciados no exterior, como é o caso de Dmitri Khvorostovsky.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

CURIOSIDADES DA LÍNGUA RUSSA - PROF.ANTÔNIA D'ARC LÉVY DE QUEIROZ

A professora Antônia D'Arc é uma amiga muito querida, engenheira de Minas que atuou na área, até se aposentar como cientista do Cetec; acima de tudo, Antônia D'Arc é uma mestra e uma conhecedora exemplar da língua e da cultura russa. Estudou Letras em Moscou, ainda na época da URSS, fez doutorado na Sorbonne, se especializando na literatura de Dostoievski, sendo tradutora juramentada de russo, além de prof. de francês e exímia pianista. Uma mulher de vários talentos e é dela o texto aqui postado, que tem tudo a ver com o objetivo e o espírito deste blog, que é a divulgação da Rússia, de sua cultura e seu povo. Ao texto da prof. Antônia, acrescentei algumas fotos, mais para fins ilustrativos.
"A língua russa é a língua materna de quase 200 milhões de russos que habitam a República Russa, sendo compreendida e falada em graus diversos em quase todas as quinze repúblicas asiáticas e européias que constituíram a extinta União Soviética.
Pouco difundida em nosso país, seu domínio, entretanto, nos abre as portas para uma intimidade maior, mais profunda, com um dos acervos mais ricos do patrimônio cultural da humanidade, que são as letras, as artes cênicas, as conquistas científicas e tecnológicas da Rússia, que há décadas revolucionaram o mundo, quando do alto do cosmos o astronauta Yuri Gagarin, poeticamente, nos comunicava que a terra era azul.

A cultura russa demorou muito para ser conhecida na Europa; só depois que os soldados de Alexandre, batendo Napoleão, levaram o inimigo derrotado até dentro de Paris, obrigando o Senado a destroná-lo e bani-lo.
fonte foto: wikipedia.ru
Foi aí que se iniciou na França e, em seguida, em toda a Europa, um maior interesse pela cultura russa, acentuado por uma febre de traduções de seus escritores, um modismo de Rússia, com a adoção pelas famílias, de ícones nos cantos das paredes, de nomes próprios russos e, até mesmo, de vocábulos tais como bistrô (em russo = rápido). Na Suécia, Alemanha, França, traduziam-se os livros dos grandes escritores russos, como Dostoievskii, Turguenev, Tolstoi, Gogol...


As origens da cultura russa coincidem com a conversão ao cristianismo dos povos eslavos do oriente, no século X, sendo seu curso influenciado fortemente pela cultura bizantina de muitos séculos.


O fundamento da nação russa é formado pela mescla de eslavos, povos que nos primeiros séculos da nossa era abandonaram seus lares primitivos (região norte dos Cárpatos, entre os rios Vístula e Dniepr) e vieram se fixar nas zonas arborizadas da planície russa, misturando-se aos fineses, tribos pacíficas, originárias do nordeste europeu, com os quais passaram a constituir uma só massa etnográfica e social, fundindo, inclusive, suas próprias crenças mitológicas. Estas tribos, sob influência de Bizâncio, começaram a se converter ao cristianismo, processo apressado pela organização das tribos eslavas sob a influência dos escandinavos, os Russ, povos normandos. os russos guerrearam e expulsaram os normandos de seu território e se sentiram incapazes de se governarem por si (isto de acordo com uma antiga lenda). Eles convidaram, então, os russ para governa-los. E o príncipe Riurik se tornou, então, o fundador da dinastia russa. Ao longo dos grandes rios foram surgindo cidades e o nome escandinavo Russ foi se estendendo aos poucos a todos os eslavos do leste, que em virtude da vastidão do território, vieram mais tarde a se dividir em três grupos: os russos brancos, vizinhos da Polônia (região joje intitulada Bielorússia), a pequena Rússia ou ucrânia, nas férteis planícies de Kiev, e a grande Rússia, em direção às florestas do extremo norte.


Por volta de 980, Vladimir - o príncipe de Kiev (*)- compreendendo que aquela situação de barbarismo em que viviam era uma barreira entre seu país e o resto da Europa, resolveu se converter a um culto religioso, bucando, assim, atender a interesses políticos, culturais e econômicos. Todos os cultos religiosos de outros países queriam atrair Vladimir para sua fé; ele, no entanto, optou pelo rito oriental do culto grego. E assim foi que, também forçado pelo seu casamento com a princesa Ana, irmã do imperador Constantino, ele se converteu ao cristianismo ortodoxo, religião predominante na Rússia até os dias atuais. foi assimilando-lhes os padrões que deu aos russos o instrumento que iria lhes servir para expressar sua nova vida: a língua escrita.
Vladimir
A história da escrita nasceu quando os eslavos da Morávia, hoje região tcheca, querendo se converter ao cristianismo, pediram, através de seu príncipe Rostilav, apóstolos de Bizâncio, que lhes enviou dois irmãos: Cirilo e Metódio. Lingüistas notáveis, criaram um alfabeto a fim de poderem traduzir textos sagrados, que embora complicado, representava com precisão os sons eslavos. Mais tarde, após a morte de Cirilo e Metódio, procederam, na Bulgária, outro Estado eslavo, a algumas modificações no alfabeto e o batizaram de "cirílico", que passou à Rússia, onde sofreu diversas modificações no transcorrer do tempo. Hei-lo:
alfabeto russo - РУССКИЙ АЛФАБИТ
А Б Г Д Ж З Е И Й К Л М Н О П Р С Т У Ф Х Ы Ц Я Ш Щ Ю
Algumas palavras russas que você vai precisar se um dia visitar a Rússia:

Cirilo e Metódio

  • Спасибо = obrigado/a - pronúncia: spaciba (o povo russo é muito educado)
  • Пожалуйста = de nada; por favor (pronúncia: pajaluista)
  • Боже мой = ьmeu Deus (o russo é super religioso, nem 80 anos de comunismo acabaram com a fé que eles têm em Deus) pronúncia: Boje mói
  • Как вас зовут = como você se chama (pronúncia: kak vas zavut


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(*) para saber mais deste período histórico ver post deste blog: http://russiashow.blogspot.com/search/label/DIRIGENTES%20RUSSOS

segunda-feira, 12 de julho de 2010

SOUVENIR QUE VEM DE "LÁ": BUSTO DE FAMOSOS


Se tem souvenir da Rússia que adoro, são os bustos dos escritores russos. Lindos para decorar escritórios e bibliotecas. Os expostos acima são de bronze e medem 13 x 7 cm e representam Tolstoi, Puchkin e Dostoievski.


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